Salada de Pimentões e Anchovas

Verão é época de comer saladas. Estou aqui em pleno verão portuga e pensei que uma saladinha cairia bem para o calorzinho que anda fazendo. Para falar a verdade não anda fazendo tanto calor assim! Desde que estou aqui foi o verão menos quente que passei por terras de Florbela Espanca, e consequentemente o melhor! Porque calor de 40ºC e secura total é horrível! Que saudades de uma chuvinha de verão. Aliás, até teve chuva de verão este ano! Mas estava gelada! Encerrando a seção “reclamações inconseqüentes de imigrante rebelde”, vamos à receita.

Não é receita tuguesa não! É da Tierruca! Mas dá para fazer por cá e também no Brasil, já que os ingredientes existem tanto de um lado como do outro do oceano.

Para quem não sabe, Cantábria é uma terra muito boa de pesca. Desde o tempo em que os animais falavam, esta região espanhola sempre esteve voltada para o mar irremediavelmente, graças a sua geografia. Alguns dos melhores navegadores daquela época em que espanhóis e portugueses foram rumo à América eram cantábricos. Lembram das três naus com as quais Colombo chegou à América? A Pita, Niña e Santa María? A Santa María na verdade era propriedade de Juan de la Cosa, um navegador e cartógrafo cantábrico nascido em Santoña. Juan de la Cosa foi responsável pela elaboração do primeiro Mapa Mundi, em 1500, onde apareciam as então novas terras descobertas com as viagens de Colombo (inclui-se aí uma boa porção do que hoje é o Brasil, visto que os espanhóis chegaram até a foz do atual Rio São Francisco antes de Cabral).

Mas vamos deixar esta parte de lado já que vamos falar de receita hoje. Como eu disse, Cantábria é uma terra boa de pesca, melhor seria dizer, tem um litoral rico para a pesca. E um dos principais produtos destas águas são as Anchovas (Engraulis encrasicolus). Coloco o nome científico para que saibam qual o peixe chamado de Anchova aqui, já que existem outros peixes que são vendidos como anchovas em conserva mas não são o mesmo peixe. Aliás, também pode ser chamada de Aliche no Brasil. Encontramos este peixe em conserva, bem salgadinho, mergulhado em azeite ou óleo vegetal, sendo assim que é usado nesta receita.

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SALADA DE PIMENTÕES E ANCHOVAS

Ingredientes:

12 filés de anchovas
1 cebola
azeitonas pretas
2 pimentões vermelhos
vinagre de vinho branco
1 colher (sopa) de azeite de oliva
sal à gosto

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Modo de Preparo:

Antes de mais nada, deve-se assar os pimentões. Há várias maneiras de se fazer isto. Pode-se colocá-los sobre a chama do fogão cobertos com sal e deixar queimando sua pele levemente, virando-os, até que fiquem pretas. Depois tira-se esta pele e tem-se o pimentão totalmente sem pele e pronto para usar. Outra forma, que faz menos sujeira, é colocá-los no forno embrulhados em papel alumínio (a parte brilhante para dentro). Deixe uns 20 minutos no forno quente e retire. A pele do pimentão deve ser removida com ele ainda um pouco quente, caso contrário ela não sai facilmente.

Passado este primeiro passo, corte o pimentão sem a pele em tiras, coloque em uma travessa e tempere com sal e azeite. Corte a cebola em tirinhas bem fininhas e reserve. Sobre as tirinhas de pimentão coloque os filés de anchovas e as tiras de cebola de forma harmoniosa. Tire os caroços das azeitonas e corte-as em rodelas fininhas e coloque-as sobre a travessa onde está montando a salada.

Com o azeite, sal e vinagre prepare um molho mexendo muito bem para que misture os ingredientes o melhor possível. Regue a salada com este molho e sirva a seguir.

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Muito cuidado com o sal, pois as anchovas já vem com bastante sal, é aconselhável provar antes de colocar o molho para não exagerar.

Se quiser acrescentar alface, aspargos, tomates, nesta salada, tudo bem, a salada é sua!

Pudim de Maçãs “Pasiego”

Mais uma receita para dar cabo aos carregamentos de maçãs! É, às vezes elas aparecem aos montes, já comentei isto aqui. Então a solução, na falta de ter condições materiais de abrir uma pequena fábrica de sidra, é fazer algo com tantas maçãs. Este pudim é lá da terra de meu pai, onde aliás, há grande produção de maçãs, e sidra. É uma daquelas receitas de outros tempos, que dá um certo trabalho para preparar mas que fica maravilhosa.

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PUDIM DE MAÇÃS “PASIEGO”

Ingredientes:

1 kg a 1,5 kg de maçãs
suco de meio limão
3 ovos inteiros batidos
1 xícara (chá) de açúcar
6 bolachas champanhe desfeitas
frutas ou chantili para decorar
um pouco de margarina
farinha de rosca
caramelo

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Modo de Preparo:

Para fazer o Purê de Maçãs:

1ª opção:

Coloque as maçãs lavadas e secas em uma assadeira e leve ao forno. Assim que estejam moles retire do forno, deixe amornar e retire as cascas e sementes. A massa resultante das maçãs assadas passa-se por um espremedor ou peneira grossa, até que vire um purê, acrescentando o suco do limão e o açúcar e misturando muito bem. Deixe esfriar.

2ª opção:

Descasque e corte as maçãs, retirando as sementes, em cubinhos pequenos. Coloque as maçãs em uma panela e regue com o suco de limão. Acrescente 1 colher (chá) de margarina ou manteiga, tampe a panela e deixe cozinhar por cerca de 6 minutos. Após estes minutinhos, acrescente o açúcar, deixe cozinhar mais um pouco, desfazendo-as até que virem um purê. Deixe esfriar.

O Pudim:

Desmanche as bolachas champanhe até que virem um pó, e junte-as ao purê de maçãs já frio. Neste processo deve-se bater muito bem para que não fiquem pedacinhos das bolachas. Junte os ovos previamente batidos. Assim que esteja tudo bem misturado, leve esta mistura ao fogo baixo, mexendo sem parar, para que a massa adquira consistência. Este processo não leva muito tempo, apenas o necessário para que os ovos acrescentados à massa cozinhem um pouco.

Pegue uma fôrma de pudim, unte com a margarina e enfarinhe com a farinha de rosca. Coloque caramelo apenas no fundo da fôrma. Despeje a massa ainda quente. Leve ao forno pré-aquecido, em temperatura média, deixando assar em banho-maria por cerca de 30 minutos ou até que ao enfiar um palito este saia limpo, e a superfície esteja levemente dourada.

Espere esfriar e leve à geladeira sem desenformar. Desenforme apenas quando esteja gelado, mergulhando a fôrma em água quente para soltar mais facilmente. Enfeite com frutas em calda, maçãs assadas, chantili ou como bem entender.

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Não é qualquer maçã que dá um bom pudim. As melhores são aquelas com mais massa e secas, menos arenosas e suculentas. O Pudim fica mais durinho, correndo-se menos risco que ele “desabe”.

Pescada com Molho de Sidra

Não gosto de comer peixe, já disse isto aqui. Mas… às vezes temos que fazer o sacrifício de comer, pois é saudável, faz bem à saúde, etc. Então fica hoje uma sugestão de peixe que eu consigo comer!

A pescada é um dos raros peixes que consigo comer, gosto do sabor, da consistência. Primeiro conheci este peixe como Merluza, e só depois aprendi que também diz-se Pescada em português. Como sou uma cozinheira preguiçosa assumida, costumo fazer de formas pouco saudáveis. Mas esta que se segue é até saudável e não é trabalhosa.

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PESCADA COM MOLHO DE SIDRA

Ingredientes:

4 postas grossas e grandes de pescada
1 cebola grande cortada em cubinhos
2 dentes de alho picados
2 colheres (sopa) de salsinha picada
2 cenouras
1 pimentão vermelho
1 pimentão verde
200 g de camarões-rosa ou lagostins sem a casca
4 colheres (sopa) de azeite
1 copo de sidra
1 colher (sopa) de farinha de trigo
pimenta-do-reino à gosto
sal à gosto

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Modo de Preparo:

Corte a cebola e os dentes de alho. Raspe as cenouras e corte-as em palitinhos. Corte os pimentões em tiras. Aqueça o azeite e refogue o alho e a cebola até que a cebola fique transparente. Acrescente a farinha, mexa rapidamente para que incorpore o azeite e não crie pelotinhas. Junte a sidra aos poucos, sem deixar de mexer. Tempere com o sal e a pimenta, junte a salsinha e deixe cozinhar por cerca de 7 minutos. Caso empelote este molho, passe-o por uma peneira metálica grossa para desfazer qualquer pelotinha que tenha se formado.

Em uma travessa que possa ir ao forno, coloque as cenouras, os pimentões e as postas de pescada e cubra-as com o molho feito previamente. Leve ao forno quente em temperatura alta por cerca de 10 minutos ou até que as postas e os legumes estejam devidamente cozidos. Após estes minutos, retire do forno, junte os camarões e leve novamente ao forno até que estes fiquem também cozidos.

Sirva em seguida, guarnecido com ervilhas e acompanhado de batatas ou arroz branco.

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Não sabe onde achar sidra? Eu também não ando sabendo onde achar por aqui onde vivo. Pode usar vinho branco, não é a mesma coisa mas serve.

Caso goste, pode acrescentar outros seres marinhos à mistura, como ameijoas ou vieiras.

As famosas batatas ao murro são um bom acompanhamento para este peixinho.

Virado à Paulista

Hoje não vamos dar uma receita, mas um prato feito. Lá em minha saudosa São Paulo, para quem não sabe, tem restaurante em cada esquina – e gente para comer aos milhões. E o tal Virado à Paulista é um dos pratos típicos de qualquer restaurante. Mas alto lá! Restaurante de gente comum, do povão. Em restaurante fino, onde a comida só suja o prato mas não enche o bucho, não tem destas coisas.

Mas vamos à História que é para não perder o hábito!

Virado à Paulista e outros pratos típicos de longa data que existem no atual estado de São Paulo são o resultado de necessidades específicas de outros tempos. Antigamente, no tempo em que ainda era tudo Mata Atlântica, índios e meia dúzia de portugueses malucos, os colonizadores que se estabeleceram no litoral e posteriormente no que hoje é a cidade de São Paulo, faziam incursões em busca de riquezas. Os cabras iam mato adentro caçando índios para vender como mão-de-obra escrava, além de riquezas como ouro e pedras preciosas. Mas eles entravam em algo quase sempre desconhecido, sem rumo muito certo e sem data para voltar. E neste meio tempo, que poderia levar mais de ano de viagem, precisavam se alimentar. Ao contrário dos índios, os brancos não sabiam encontrar comida com facilidade, naquelas terras inexploradas por eles. Era perigoso até morrerem envenenados por não saber o que comer naquele mundo estranho! Então, além de mulas carregando-os e aos materiais que poderiam precisar como armas e ferramentas, carregavam comida. Que fique claro que com o tempo, foram criando pequenos aldeamentos que serviam de posto de abastecimento. Mas continuemos com o que dizíamos.

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Tropeiro Paulista, 1825, ilustração de Charles Landseer.

Até descobrirem as minas que deram origem ao estado de Minas Gerais, foi assim. Depois, porém, continuou sendo assim, já que as distâncias naqueles tempos eram maiores do que hoje devido aos meios de transportes disponíveis, e restaurante em cada esquina não existir. E lá iam eles, agora então tropeiros, cavalgando com seus cavalos, com o farnel de comida na garupa. Galopando, galopando, chacoalhando, chacoalhando. O que acontecia? A comida que era basicamente feijão com carnes misturadas e farinha de mandioca – uma coisa separada da outra – , misturava-se no chacoalhar da estrada, ficava tudo revirado. Desta mistura inicial do feijão, carnes e farinha de mandioca, nasceu o Feijão Tropeiro, que depois deu origem a outros pratos como o Virado à Paulista. Hoje, existem dois pratos típicos, o Virado à Paulista e o Tutu à Mineira, que nada mais são do que o que deu origem e o derivado, sendo os dois derivados, do Feijão Tropeiro.

Com o passar do tempo o Virado diferenciou-se um pouquinho do Tutu, ganhando cada um sua identidade própria. Deixamos então, agora, enfim, a receita do Virado à Paulista, uma das muitas desta refeição completa inventada pelos caminhos de São Paulo. Para quem conhece dos restaurantes de São Paulo, boa diversão tentando fazer em casa. Para quem não conhece, atenção, nada de ficar inventando, siga a receita direitinho senão não vira Virado e sim revirado.

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VIRADO À PAULISTA

No sentido horário da direita para baixo: arroz branco, lingüiça, couve refogada, torresmo, bisteca, uma rodela de banana, feijão, outra rodela de banana e no centro de tudo um ovo frito.

No sentido horário: arroz branco, lingüiça, couve refogada, torresmo, bisteca, uma rodela de banana, feijão, outra rodela de banana e no centro de tudo um ovo frito.

Ingredientes:

Feijão:

3 xícaras (chá) de feijão carioca cozido
1/2 xícara (chá) de farinha de milho amarela em flocos
1/2 xícara (chá) de farinha de mandioca crua
50 g de bacon em cubinhos
3 dentes de alho picados
1 cebola grande picada em cubinhos pequenos
pimenta-do-reino à gosto
Bisteca de Porco:
4 bistequas de porco
óleo para fritar
sal à gosto
Lingüiça Toscana:
3 gomos de Lingüiça Toscana
Couve
1 maço de couve manteiga
azeite ou óleo para refogar
2 dentes de alho picados
sal à gosto
Ovo Frito
4 ovos
óleo para fritar
sal e pimenta-do-reino à gosto
Arroz Branco
1 xícara (chá) de arroz agulhinha lavado e escorrido
1 dente de alho esmagado
sal à gosto
óleo
2 e 1/2 xícaras (chá) de água fervente
Banana Frita
1 banana-da-terra ou nanica cortada no sentido do comprimento em fatias (se quiser pode cortar em rodelas)
1 ovo batido
farinha de rosca para empanar
óleo para fritar
Torresmo
4 fatias de toucinho (ou bacon)
água para cozinhar
1 pitada de bicarbonato de sódio
sal à gosto
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Modo de Preparo:

Feijão:

Faça o feijão normalmente. Separe 3 xícaras (chá) do feijão e reserve. Misture as farinhas de milho e mandioca. Umedeça as mãos e misture mais um pouco as farinhas, até que fiquem úmidas. Reserve. Pegue o feijão e bata metade dele no liqüidificador com o caldo. Em uma panela, frite o bacon até dourar, adicione os dentes de alho e doure-os também. Em seguida junte a cebola e deixe fritando até dourar. Assim que esteja tudo dourado, junte o feijão batido no liqüidificador, mexendo bem. Junte o restante do feijão que não foi batido, mexa só um pouquinho para misturar e deixe ferver. Quando estiver fervendo comece a juntar as farinhas misturadas aos poucos, mexendo sempre, e temperando com a pimenta-do-reino. A consistência deve ficar de uma pasta mole, quando adquirir esta consistência desligue o fogo. Quando esfriar irá ficar mais consistente, então atenção para não deixar engrossar muito enquanto estiver quente.

Arroz:

Em uma panela coloque óleo e frite levemente o alho esmagado. Junte o arroz lavado e seco e mexendo envolva-o bem neste óleo. Tempere com sal e cubra com a água. Deixe cozinhar até secar toda a água. Reserve.

Couve:

Corte o maço de couve em tiras finas. Em uma panela coloque o azeite ou óleo e frite os dentes de alho. Quando estiverem dourados acrescente a couve mexendo sempre até que amoleça levemente. Isto é coisa de segundos. Tempere com sal e reserve.

Banana da Terra:

Corte a banana em fatias. Passe estas fatias no ovo batido e depois na farinha de rosca. Frite em bastante óleo e bem quente. As fatias de banana devem ficar mergulhadas no óleo. Quando começarem a dourar, retire-as, escorra-as em papel toalha e reserve.

Torresmo:

Em uma panela ferva água e acrescente uma pitada de bicarbonato de sódio. Cozinhe o toucinho por cerca de 20 minutos ou até que solte bastante espuma. Em uma frigideira funda, de preferência tampada, frite até que fique bem dourado, temperando com um pouco de sal. Retire-os e reserve.

Bistecas, Lingüiças e Ovos:

Na mesma frigideira em que fritou o toucinho, aproveitando sua gordura, frite as bistecas e depois as lingüiças. Frite os ovos em óleo separadamente, temperando com sal. Reserve tudo em separado.

Montagem do Prato:

Depois de algum tempo de trabalho escravo na cozinha está tudo pronto. Todas as partes prontas e acabadas distribua-as no prato da seguinte maneira: coloque uma porção do feijão, uma do arroz, uma porção de couve, uma bisteca, pedaços da lingüiça, do torresmo, uma fatia de banana frita e por cima de tudo um ovo.

Sirva a seguir e diga adeus à dieta pois é super calórico.

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Algumas variações:

Há versões da receita em que todo o feijão é batido no liqüidificador, transformando-se em um verdadeiro purê.

A banana, como foi dito, tanto pode ser a da terra (a tradicional) como a nanica, tanto em fatias como em rodelas.

O torresmo pode ser substituído por bacon, além de ter outras formas de fazer (como a versão que leva um pouco de pinga à sua elaboração), inclusive fritando-o direto sem pré-cozinhar.

Não se esqueça que as calorias deste prato são astronômicas, se não puder consumir gordura à vontade ou tiver alguma outra restrição, contente-se em olhar fotos do prato. Caso não seja seu caso, empanturre-se que é muito bom!

Queijadinha de Assadeira

Quer fazer queijadinhas mas não tem paciência para ficar untando forminha por forminha (e depois lavar forminha por forminha)? É fácil, é só fazer uma Queijadinha de Assadeira! Esta é uma daquelas preciosas receitas que se pode encontrar no programa Mais Você da Ana Maria Braga. Ai que saudade que tenho que ver o Louro José… (tem gosto pra tudo neste mundo).

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QUEIJADINHA DE ASSADEIRA

(Mais Você)

Ingredientes:

maisvocequeijadinha2 copos de açúcar
1/2 litro de leite
4 ovos
100g de queijo ralado
100g de côco ralado
2 colheres (sopa) bem cheias de farinha de trigo
1 colher (sopa) de manteiga

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Modo de Preparo:

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Unte uma assadeira e despeje a mistura nela. Leve ao forno pré-aquecido, em temperatura média, por cerca de 30 minutos ou até que doure. Desenforme já fria e corte em retângulos ou quadrados. Polvilhe com açúcar e sirva.

Panquecas Recheadas com Espinafre e Ricota

Há algum tempo atrás coloquei aqui as Panquecas do Feio. Hoje vamos colocar outra opção para fazer suas panquecas. Mas preste atenção no detalhe. A ricota é feita em casa! É a coisa mais fácil do mundo! Até criança faz. Deixamos então a receita das panquecas e embutida na receita fica a receita da Ricota Caseira.

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PANQUECAS RECHEADAS COM ESPINAFRE E RICOTA

Ingredientes:

panquecaricota00Massa das Panquecas:
12 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de leite
2 ovos
sal à gosto
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Ricota Caseira:
1 litro de leite integral
50 ml de vinagre de sidra ou maçã
sal à gosto
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ingredientes extras:
1 maço de espinafres
água o suficiente para cozinhar o espinafre
1/2 caixinha de creme de leite (100 ml) ou se preferir 3 colheres (sopa) não muito cheias
sal e pimenta-do-reino à gosto
Queijo mussarela ralado (opcional)
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Modo de Preparo:

Massa:

Misture todos os ingredientes no liquidificador e bata até ficar uma massa homogênea. Frite em uma frigideira ou panquequeira pequenas porções da massa. Reserve.

Ricota Caseira:

A ricota deve ser preparada um dia antes de ser utilizada.

Coloque o leite no fogo. Quando estiver formando aquela película na superfície acrescente o vinagre e mexa bem até ferver. Atenção que o vinagre deve ser acrescentado antes do leite ferver, caso contrário não vira ricota. Assim que o leite ferver, retire do fogo e deixe amornar. Coe em uma peneira fina para separar o soro da massa da ricota. A massa resultante passe em um pouco de água para tirar o excesso de vinagre. Tempere à gosto com sal e mantenha na geladeira até o momento em que for utilizá-la. Antes de usar a ricota, esfarele-a novamente com um garfo e elimine o soro que se formou.

Espinafre:

Cozinhe por alguns minutinhos o espinafre em água salgada, quando murchar já está pronto.

Montagem:

Coloque em uma tigela a ricota, o creme de leite e o espinafre, misturando muito bem. Verifique o tempero e se achar necessário acrescente sal e pimenta-do-reino à gosto.

Pegue uma panqueca e recheie com duas colheres não muito cheias da mistura de espinafre com ricota. Enrole e coloque em uma travessa. Faça isto até acabarem as panquecas. Agora você tem duas opções. Uma é servi-las assim mesmo acompanhando alguma carne ou como prato único. Outra opção é colocá-las em uma travessa que possa ir ao forno, cobri-las com queijo mussarela ralado e levá-las ao forno até o queijo dourar. Sirva a seguir.

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Variação:

Outra opção é colocar um pouco de molho branco sobre as panquecas, levando-as ao forno ou não.

A quantidade de ricota e espinafre da receita é uma sugestão, podendo variar conforme o gosto de cada pessoa, por mais ricota ou mais espinafre.

Queijada da Vila de Rei

Centro Geodésico de Portugal, localizado a menos de 2 km da sede do concelho de Vila de Rei.

Centro Geodésico de Portugal, localizado a menos de 2 km da sede do concelho de Vila de Rei.

Vila de Rei é um concelho do distrito de Castelo Branco, aqui em Portugal. Ao que se sabe é ocupada desde tempos remotos, tendo passado por lá povos celtas e romanos. Já no século XX teve parte de seu território inundado devido à construção da Barragem do Castelo do Bode, que inundou as melhores terras para a agricultura do concelho. Cerca de 80% da área florestal do concelho foi destruída em violentos incêndios florestais, nos anos de 1986 e 2003. Restam cerca de 4000 habitantes que ainda sobrevivem neste fim de mundo bucólico nos limites do distrito.

No ano de 2006, a presidente da câmara (equivalente a prefeita) resolveu trazer algumas famílias da cidade de Maringá, no Paraná, para promover o crescimento populacional do concelho que está se desertificando com uma diminuição significativa de sua população. Não deu certo a coisa, teve protestos contra a vinda destes imigrantes, as condições prometidas pela presidente da câmara não eram as que foram oferecidas aos imigrantes, enfim, desandou.

Mas nem tudo é ruim nesta terra, que até tem lá seus atrativos naturais e alguns monumentos históricos que estimulam o turismo para a região. E além disso, têm uma boa queijada! Hoje a queijada é de Vila de Rei, terra meio que abandonada por Deus, nos confins deste pequenino país no fim ocidental da Europa.

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QUEIJADAS DE VILA DE REI

(adaptada de Gastronomias)

Ingredientes:

750 g de queijo fresco
1 e 1/4 de xícara (chá) de açúcar
6 ovos inteiros
1 colher (chá) de canela em pó
manteiga para untar

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Modo de Preparo:

Amasse o queijo com o auxílio de um garfo até que fique parecendo com ricota. Junte o açúcar e os ovos previamente batidos, misturando muito bem com as mãos. Mas caso não queira sujar as mãozinhas pode usar uma batedeira. Acrescente canela em pó e misture bem. Continue mexendo até que esta mistura fique cremosa e homogênea. Unte uma fôrma baixa ou assadeira, coloque a mistura e asse em forno previamente aquecido até que fique dourada por cima.

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Para saber mais sobre Vila de Rei veja:

Câmara Municipal de Vila de Rei – História

Saber Sapo – Vila de Rei

Para saber sobre os brasileiros em Vila de Rei veja:

Segundo Andamento