10 Animais Extintos nos últimos 500 anos – Aves (02)

01) ? (Anthornis melanocephala):

anthornismelanocephalus

Esta espécie de ave foi extinta em princípios do século XX.

Era endêmica das Ilhas Chatham, arquipélago localizado a 800 km da Nova Zelândia, no Pacífico Sul.

Tinha uma plumagem predominantemente verde, sendo mais escura na cabeça na qual tinha uma tonalidade púrpura azulado. Era muito semelhante em aparência à Bellbird-da-Nova-Zelândia (Anthornis melanura), mas era consideravelmente maior.

Foi registrada pela primeira vez em 1906, já sendo uma ave rara.

As causas de sua extinção são a perda de habitat. Porém, previamente, sofreu um decréscimo populacional devido a introdução de doenças e outros distúrbios, causados pela introdução de ratos e gatos. A coleta de espécimes por colecionadores também contribuiu para sua extinção.

____________________________________________________________________________________________

02) ? (Gallicolumba norfolciensis):

gallicolumbanorfolciensisEsta espécie de pomba foi extinta por volta de 1800.

Vivia na Ilha Norfolk, pertencente à Austrália, no Oceano Pacífico.

Praticamente nada sobre seus hábitos é conhecido, supondo-se que habitava em áreas florestais.

Foi descrita pela primeira vez por volta de 1790.

As causas de sua extinção foram a caça e a introdução de gatos e ratos na ilha.

____________________________________________________________________________________________

03) Águia-de-Haast (Harpagornis moorei):

pouakai

A Águia-de-Haast, Te Hokioi em maori, foi extinta por volta do século XV.

Era endêmica da ilha sul da Nova Zelândia.

Era uma ave de rapina de hábitos diurnos. Tinham cerca de 3 metros de envergadura, sendo os machos menores que as fêmeas. O peso das fêmeas era de cerca de 10 a 14 kg, e dos machos era em torno de 10 kg. As grandes dimensões às quais atingia esta ave podem ser resultado de um habitat sem outros grandes predadores concorrentes e rico em presas de grande porte, como as Moas e Patos-de-Finsch, ambos extintos.

Para matar suas presas, faziam uso de seus bicos encurvados e fortes patas que terminavam em longas garras que provavelmente dificultavam a locomoção no solo. Mas estas garras eram perfeitas para dominar e matar as presas.

Além do fato de terem hábitos diurnos, pouco se sabe sobre seus hábitos, supondo-se que provavelmente vivessem em casais.

Foi registrada pela primeira vez pelo geólogo alemão Julius von Haast, do qual recebeu o nome, que encontrou vários esqueletos desta ave em 1872.

As causas da extinção estão relacionadas à chegada dos primeiros humanos na Nova Zelândia, por volta de 1000 anos atrás. Os maoris não caçavam as Águias, pelo contrário, veneravam-na, representando-a em pinturas rupestres. Mas caçaram diversas de suas presas até a extinção, contribuindo para a degradação de seu habitat, com a diminuição da oferta de alimento, levando-a à extinção.

___________________________________________________________________________________________

04) Akialoa-do-Havaí (Akialoa obscura ou Hemignathus obscurus):

hemignathusobscurusA Akiloa-do-Havaí foi uma ave extinta provavelmente pelos anos de 1940.

Era endêmica do Havaí, vivendo em zonas florestais.

Alimentava-se de insetos, como besouros ou lagartas. Também alimentava-se de néctar das flores de lobélias entre outras. Seu longo bico encaixava-se facilmente entre as pétalas das flores e é certo que foi um excelente polinizador.

Era a menor das quatro espécies de akialoas. Tinha plumagem amarelada, sendo verde azeitona nas asas.

As causas de sua extinção estão ligadas à perda de habitat e conseqüentemente, de alimento, levando a seu desaparecimento por volta dos anos de 1940. Na mesma época outras espécies de aves também desapareceram.

___________________________________________________________________________________________

05) Mamo-do-Havai (Drepanis pacifica):

mamodehavaiEsta ave foi extinta provavelmente em 1898.

Era endêmica do Havai.

Vivia em zonas montanhosas, alimentando-se de insetos e néctar. Sua plumagem era predominantemente negra, com manchas amarelas na parte inferior do corpo e nas costas.

Foi caçado em grandes números pelos nativos polinésios. Sua plumagem era usada em adornos de pessoas de alto nível social. Quando percebeu-se que os Mamos estavam desaparecendo, foi proibida a morte para retirada das penas, elas deveriam ser retiradas com o animal ainda vivo e depois este deveria ser solto. Mas a medida não evitou sua extinção.

As causas da extinção foram a perda de habitat, a introdução de ratos em seu habitat e a malária havaiana, associados à caça em grande escala que já havia diminuido consideravelmente sua população.

____________________________________________________________________________________________

06) Pardal-do-Norte (Chloridops kona):

chloridopskona

O Pardal-do-Norte, ou Kona, foi extinto provavelmente em princípios do século XX.

Era endêmico do Havaí.

Vivia em zonas florestais com altitudes entre 1400 a 1500 m.

Tinha uma plumagem de um pálido verde azeitona, medindo cerca de 15 cm. Não apresentavam diferenças físicas entre os sexos, sendo machos e fêmeas exatamente iguais. Tinha uma cabeça de grande tamanho e um enorme bico.

Alimentavam-se de frutos, usando seus bicos para rompar a casca dura que encobria as sementes. É provável que também se alimentasse de frutas moles e folhas, além de insetos. Era um pássaro lento, de hábitos solitários e muito silencioso.

A espécie já era rara quando foi registrada pela primeira vez em 1894.

As causas de sua extinção não são bem conhecidas.

___________________________________________________________________________________________

07) Pato-de-Crista-da-Coréia (Tadorna cristata):

tadornacristataO Pato-de-Crista-da-Coréia é uma ave que ainda não há concenso de está de fato extinta ou não. O último avistamento na natureza foi próximo a Vladivostok, na Rússia, em 1964.

Era endêmico da península da Coréia e extremo leste da Rússia e China. É possível que em tempos pré-históricos tivesse uma distribuição maior.

Acredita-se que viviam em zonas úmidas em habitats de diferentes altitudes e pronfundidades. Todos os indivíduos coletados foram recolhidos em zonas litorâneas, próximo a desembocaduras de rios. Mas há relatos de avistamentos em zonas úmidas do interior nordeste da China.

Fêmeas e machos tinham diferenças quanto à plumagem (dimorfismo sexual). Os machos tinham uma espécie de tufo de penas mais destacadas na cabeça preto-esverdeadas, zonas pretas ao redor dos olhos, e uma zona preto-esverdeada no peito. As fêmeas eram menos coloridas, com uma zona branca ao redor dos olhos e também tinham um tufo de penas na cabeça, menos colorido que nos machos. Não se sabe qual seria a coloração dos filhotes. Tinham em torno de 63 a 71 cm de comprimento.

Era uma ave de hábitos noturnos. Alimentava-se de plantas aquáticas, algas, moluscos e crustáceos. Supõe-se que em sua dieta também incluia-se pequenos animais e lixo. É provável que fizesse seus ninhos em ocos de árvores. Foram observados em bandos de 2 a 8 aves.

Foi registrado pela primeira vez em 1890, sendo considerado então um híbrido de outras duas espécies (Tadorna ferruginea e Anas falcata). Em 1917 foi descrito como uma espécie pelo ornitologista japonês Nagamichi Kuroda. A palavra cristata de seu nome científico deve-se ao tufo de penas que tinha na cabeça. Este pato foi caçado e exportado para o Japão entre 1716 e 1736 para utilização na avicultura. Até 1854 continuou sendo capturdo para este fim. Existem tapeçarias chinesas onde é retratado um pato muito semelhante ao Pato-de-Crista-da-Coréia.

Estudos recentes estimam que se há ainda Patos-de-Crista na Natureza a população não ultrapassa os 50 indivíduos.

As causas de sua extinção foi a caça excessiva devido a suas penas e perda de habitat.

___________________________________________________________________________________________

08) Periquito-de-Guadalupe (Aratinga labati):

conurus_labati1O Periquito-de-Guadalupe foi extinto provavelmente no século XVIII.

Vivia na Ilha de Guadalupe, no Caribe, Oceano Atlântico. Há relatos de que também teriam sido avistados na Martinica e Barbados.

Não existem quaisquer exemplares taxidermizados, ou desenhos dos periquitos feitos enquanto ainda viviam.

Foram descritos pela primeira vez em princípios do século XVIII. Não há concenso sobre se seria uma espécie ou uma sub-espécie do Periquito- Cubano (Aratinga euops).

Não se conhece as causas de sua extinção.


____________________________________________________________________________________________

09) Pica-Pau-Imperial (Campephilus imperialis):

picapauimperial

O Pica-Pau-Imperial encontra-se virtualmente extinto na Natureza, desde 2001. Não é avistado na Natureza desde 1956.

Vivia nos bosques temperados e frios do México, mas também já foi encontrado no sul dos E.U.A.. Estavam distribuidos pela Sierra Morena Ocidental, e existiam populações isoladas a oeste de Jalisco e Michoacán.

Viviam em altitudes e torno de 1900 a 3000 m. Acredita-se que nunca foi uma ave numerosa, sendo que sua população nunca teria ultrapassado os 8000 indivíduos. Eram territorialistas, exigindo uma área de 26 km2 por casal. Viviam em zonas abertas de pinhos em zonas de planalto para nidificar. Quando viviam em grupos, que não ultrapassavam os 7 ou 8 indivíduos, ocupavam uma área de 98 km2.

Quanto à plumagem, os machos diferenciavam-se das fêmeas pelo penacho vermelho além de um a mancha também vermelha no peito, enquanto as fêmeas tinham um penacho de cor branca. No mais tinham coloração igual, mancha branca na parte traseira das costas, com uma listra branca na lateral das asas, sendo o restante de cor negra. Tinham entre 51 e 56 cm de comprimento. Viviam cerca de 8 a 12 anos. Reproduziam-se uma vez ao ano, dando origem de 2 ou 3 filhotes.

Alimentavam-se de larvas de escaravelhos, insetos e vermes, que capturavam sob a casca das árvores e no solo depois das colheitas.

Os bosques que serviam de habitat para estes Pica-Paus foi grandemente destruído pela indústria madereira. 99,4 % da Sierra Madre Ocidental foi desmatada. Mas o desmatamento não foi a única ameaça ao Pica-Pau-Imperial. 30% de suas mortes teve como causa o vandalismo. Eram animais fáceis de visualizar devido ao tamanho e coloração. Era caçado, além de esporte, por razões ligadas à medicina natural. As cristas vermelhas junto a um pouco de azeite eram utilizadas como remédio para dor de ouvido. Também serviam como remédio para ataques de nervos. Acredita-se que também fossem caçados para a alimentação e que suas cabeças seriam utilizadas como amuletos.

Há relatos de avistamentos não confirmados, que acabaram por levar a buscas deste animal em seu habitat habitual. Porém não foi encontrado nenhum exemplar.

As causas de sua extinção foram a destruição de seu habitat e a caça.

Há cerca de 120 exemplares taxidermizados em museus pelo mundo todo, mas não há qualquer gravação sonora ou fotos de espécimes vivos.

___________________________________________________________________________________________

10) Poupa-Gigante (Upupa antaios):

upupaantaiosA Poupa-Gigante, ou Poupa-Gigante-de-Santa-Helena, foi provavelmente extinta em princípios do século XVI.

Vivia na Ilha Santa Helena, próximo ao continente africano, no Atlântico Sul.

Era a maior das poupas conhecidas, em comparação com seus parentes euroasiáticos e africanos. Como seus parentes, era provavelmente insentívora, sendo um predador natural de uma espécie nativa de lacraia (Labidura herculeana), que não é vista na Natureza desde 1967.

É conhecida apenas através de achados subfósseis. Um esqueleto incompleto foi encontrado pelo paleontologista Storrs Olson, em 1975. Acredita-se que foi rapidamente extinta após a ocupação da ilha pelos descobridores, em 1502, sendo esta época de princípios da ocupação humana da ilha considerada a de sua provável extinção.

As causas de sua extinção são desconhecidas, mas supõe-se que a introdução de gatos domésticos e a destruição de seu habitat tenham sido as prováveis causas.

____________________________________________________________________________________________

Para saber mais:

AnimalesExtincion.es

Bird Life International

IUCN (International Union for Conservation of Nature) – website.

IUCN – Red List

The Extinction Website

Anúncios

10 Animais Extintos nos últimos 500 anos – Aves (01)

01) Arara-Vermelha-de-Cuba (Ara tricolor):

aratricolorA Arara-Vermelha-de-Cuba está extinta desde fins do século XIX.

Vivia na Ilha de Cuba.

Tinha cerca de 50 cm de comprimento, sendo um dos menores membros do gênero Aras. Tinha plumagem predominantemente vermelha, com tons amarelo e laranja na parte posterior da cabeça, e laranja na parte inferior do corpo. Tinha penas azuis nas asas e cauda. Machos e fêmeas tinham o mesmo aspecto.

Em princípios do século XIX ainda era uma ave comum em Cuba. Mas com o aumento da ocupação humana houve um desmatamento generalizado de seu habitat, levando a uma queda populacional. Também foi caçado para alimentação apesar da carne não ser de qualidade. Os ninhos também foram pilhados seja para o uso dos ovos na alimentação, seja para o aprisionamento de espécimes jovens para tê-los como animais de estimação. Em meados do século XIX só sobreviviam em áreas remotas.

As causas de sua extinção são a degradação de seu habitat devido ao desmatamento, e a caça excessiva.

Ao que parece o último espécime foi capturado em 1864, havendo relatos de que existiram alguns poucos espécimes até 1885.

____________________________________________________________________________________________

02) Avestruz-Árabe (Struthio camelus syriacus):

avestruzarabeO Avestruz-Árabe foi declarado extinto em 1966.

Vivia em planícies semi-desérticas e desertos do Oriente Médio, no Kuwait, Jordânia, Síria, Israel e sul da Península Arábica.

Era semelhante ao Avestruz-Norte-Africano (Struthio camelus camelus), mas tinha dimensões diferentes. Seu tamanho era em torno de 390 a 465 mm. Botavam de 12 a 15 ovos em ninhos pouco protegidos. Os ovos do Avestruz-Árabe tinham uma casca muito fina, o que facilitava a vida dos predadores na hora de quebrá-los.

Há milhares de aos já haviam registros da espécie, como em uma escultura retratando uma família de avestruzes, na Arábia Saudita, que data de cerca de 2000 a.C.. A espécie foi descrita já na Antigüidade, e em tratados de naturalistas árabes medievais. Era conhecida então como Ave Camelo. Era caçado apenas por nobres, por sua carne, couro e penas, que serviam de objeto de troca no comércio com a China.

No século XX tornou-se uma ave muito rara. Durante a Primeira Guerra Mundial, foram introduzidas armas e automóveis em seu habitat, levando a uma diminuição considerável da população, devido à caça excessiva. Na década de 1920 o Jardim Zoológico de Londres fez uma última tentativa de recuperar a espécie. Comprou um conjunto de ovos que foram posteriormente enviados a Londres, para uma tentativa de incubação artificial que não teve sucesso.

As causas da extinção da espécie foram a degradação de seu habitat e a caça excessiva.

O último Avestruz-Árabe pode ter sido morto em 1941, tornando-se depois a refeição do caçador. Mas em 1966 foi encontrada uma fêmea morta na Jordânia, ao que parece morta nas inundações do rio Jordão. Mas como o registro é baseado em informações sem provas materiais não é levado em consideração.

____________________________________________________________________________________________

03) Cotovia-da-Ilha-Stephen (Xenicus lyalli):

xenicuslyalliA Cotovia-da-Ilha-Stephen foi extinta em 1894.

Vivia apenas na Ilha Stephen, de 2,5 km2, no Estreito de Cook, que separa as duas ilhas da Nova Zelândia. A Ilha Stephen é o habitat mais reduzido conhecido de uma espécie de ave. Mas a princípio habitava toda a Nova Zelândia.

Era uma ave incapaz de voar, de pequeno porte, tendo cerca de 10 cm de comprimento. Sua plumagem era verde oliva com pontos amarelados pelo corpo, e riscas amareladas nas asas. A diferença entre fêmeas e machos era apenas na tonalidade da plumagem. Tinham um bico curto e altas patas.

Quase nada se sabe sobre seus hábitos.

Há cerca de 1000 anos, com a chegada dos Maori às ilhas da atual Nova Zelândia, houve uma modificação considerável no habitat das Cotovias, o que levou à extinção de várias espécies, inclusive delas . Nesta altura o que levou à extinção das Cotovias-da-Ilha-Stephen foi a introdução de um novo predador, o Kiore (uma espécie de rato), que dizimou sua população nas ilhas norte e sul, restando apenas a população da Ilha Stephen. Esta pequena população de Cotovias ficou desconhecida do mundo científico.

Em 1893 foi instalado um farol na Ilha Stephen, passando a ilha pela primeira vez a ter ocupação humana. Com o faroleiro chegou um gato doméstico chamado Tibbles. Tibbles foi matando todas as cotovias que encontrava, levando algumas para o dono, que vendeu 9 exemplares mortos a um ornitólogo. Este ornitólogo, o Barão Walter Rothschild foi quem os identificou registrando-os como uma espécie única. Mas, nesta altura, Tibbles já tinha levado as Cotovias-da-Ilha-Stephen à extinção.

____________________________________________________________________________________________

04) Huia (Heteralocha acutirostris):

huiaA Huia foi extinta no início do século XX.

Era uma ave endêmica ao sul da ilha Norte da Nova Zelândia. Mas há registros fósseis de que também viveram em zonas da ilha Sul.

Seu habitat eram áreas florestais nas montanhas, transferindo-se para zonas de menor altitude no inverno. Alimentavam-se de insetos, larvas e aranhas, que obtinham quebrando cascas de árvores ou buscando em esconderijos com seus longos bicos, assim como pequenas bagas.

Voavam distâcia curtas, passando a maior parte do tempo deslocando-se pelo solo da floresta. Tinham plumagem preta esverdeada, com manchas laterais amarelo-alaranjadas junto ao bico, e bicos diferenciados entre fêmeas e machos, sendo os dos machos bem mais longo e encurvado. Havia também diferença no tamanho, sendo os machos de cerca de 45 cm e as fêmeas de 48 cm de comrpimento. Eram monogâmicos, vivendo apenas com seus pares ou em pequenos grupos. Registros científicos e da tradição oral maori afirmam que com a morte de um dos membros do casal, o outro morria pouco tempo depois. Pouco se sabe sobre sua reprodução, supondo-se que era no verão que reproduziam-se em ninhos feitos no solo, com capim seco e folhas. ou em ocos de árvores. Botavam de 2 a 4 ovos

Era considerado um animal sagrado pelos Maoris, sendo sua pele e penas utilizados por pessoas de elevado status social justamente para demonstrar este status. Não tinham medo de humanos o que facilitava sua captura.

Foi descrito pela ciência a primeira vez em 1837. A princípio machos e fêmeas foram descritos como espécies diferentes, devido à grande diferença nos bicos de uns e outros. Com o aumento da ocupação humana da ilha, desmatamento para criação de áreas agrícolas, a ave começou a tornar-se rara. Em 1893 foi proibida a caça às Huias.

Sua extinção foi causada pela caça excessiva, na busca de sua plumagem pelos Maori ou por naturalistas que buscavam espécimes para coleções, pela degradação de seu habitat e introdução de predadores aos quais não estavam adaptadas.

O último registro visual na Natureza foi em 1907, quando um grupo de três aves foi avistado.

____________________________________________________________________________________________

05) Moa (Dinornis robustus e Dinornis novaezelandiae):

moa

As Moas foram extintas no século XVI.

Eram endêmicas da Nova Zelândia.

Existiram dez espécies diferentes. Tinham asas vestigiais, sendo incapazes de voar, eram herbívoras alimentando-se desde vegetação rasteira até folhas de árvores. Análises a restos fósseis destes animais mostraram que se alimentavam de galhos e folhas retirados de árvores e arbustos, assim como eram capazes de engolir pedras que permaneceram em suas moelas ajudando-os a triturar os alimentos. Supõe-se que eram dominantes em seu ecossistema, que compreendiam áreas de florestas e zonas arbustivas. As duas maiores espécies de Moas chegavam a ter 3,7 m de altura, com o pescoço na vertical, e pesavam em torno de 230 kg. Tinham um período de maturação lento, levando cerca de 10 anos para chegarem à idade adulta. Faziam seus ninhos em pequenas depressões escavadas em rochas moles.

O único predador das Moas era a Águia-de-Haast (também extinta), até a chegada dos humanos. Os Maori chegaram às ilhas que compõem a atual Nova Zelândia por volta de 1300, começando a caçá-las para alimentação. Supõe-se através de análises de carbono 14 que esta espécie sobreviveu até princípios do século XVI, à caça e depredação de seu habitat. Só foram registrados pela ciência no século XIX, quando foram encontrados os primeiros esqueletos na Ilha do Norte, em fins de 1830.

As Moas foram reconstituídas através de esqueletos incompletos de diferentes animais, e por esta razão não se sabe qual seria seu verdadeiro aspecto. Supõe-se, mais recentemente que andavam com os pescoços em uma posição horizontal, através de estudos feitos em sua coluna vertebral. Mas tradicionalmente são representadas com os pescoços na posição vertical.

As causas de sua extinção estão relacionadas à chegada de humanos em seu habitat e a caça excessiva, doenças trazidas por aves migratórias, e por uma erupção vulcânica que teria alterado seu habitat. Apesar de a grande maioria dos cientistas estar de acordo que os Moas estão extintos, alguns ainda acreditam ser possível que alguns espécimes tenham sobrevivido e estejam vivos em zonas remotas da Ilha Sul da Nova Zelândia.

____________________________________________________________________________________________

06) Papagaio-de-Bico-Largo (Lophopsittacus mauritianus):

lophopsittacusmauritianusO Papagaio-de-Bico-Largo foi extinto no século XVII.

Era nativo das ilhas Maurício.

Tinha uma cauda longa e asas atrofiadas que provavelmente lhe impediam de voar. Era azul acinzentado e tinha uma espécie de crista na cabeça. É bem provável que machos e fêmeas fossem distintos, visto que alguns ossos de outra ave muito semelhante, mas de tamanho menor foram encontradas. Sua característica principal era o bico, mais largo que em qualquer outro psitacídeo conhecido. Alimentava-se de frutos e sementes. Supõe-se inclusive que possa ter sido ele o responsável pela propagação das Árvores-dodô e não o Dodô.

Este papagaio só foi conhecido através de relatos e desenhos dos primeiros exploradores que chegaram nas ilhas Maurício, e através de ossos encontrados mais recentemente.

A extinção deve-se à ocupação humana das ilhas onde habitava e introdução de novos predadores (cães, ratos e porcos). Assim como o Dodô fazia, provavelmente, seus ninhos no solo, o que facilitava a captura dos ovos pelos predadores, além do próprio papagaio por não voar.

____________________________________________________________________________________________

07) Pato-Poc (Podilymbus gigas):

podilymbusgigasO Pato-Poc, ou Maca de Atitlán foi considerado extinto em 2004.

Era endêmica do lago Atitlán, na Guatemala, a uma altitude de 1700 m.

Tinha cerca de 50 cm, não voava, tendo asas relativamente pequenas em relação ao tamanho de seu corpo. A plumagem era de cor marrom escura, com zonas esbranquiçadas nas laterais. Na parte inferior era cinza escuro com manchas brancas. A cor das penas do pescoço variava ao longo do ano, sendo marrom escuro na primavera e branco no inverno. Além disso, no seu bico, tinha uma risca negra vertical. Botava de 4 a 5 ovos brancos. Tanto o pai quanto a mãe cuidavan dos filhotes. Alimentava-se principalmente de caranguejos.

Teve seus hábitos estudados nos anos 60, quando já era uma ave rara.

Sua extinção deve-se à degradação de seu habitat, introdução de peixes que tornaram-se seus competidores no alimento, aumento do turismo, pesca e aumento do tráfico marítimo no lago Atitlán, e a diminuição do nível do lago após um terremoto.

_______________________________________________________________________________

08) Pombo-Azul (Alectroenas nitidissima):

alectroenasnitidissimaO pombo-azul foi extinto em 1826.

Vivia nas Ilhas Maurício e Mascarenhas.

Não existem dados muito confiáveis de como foram seus hábitos. Há relatos de que se alimentavam de mexilhões de rio, mas também de frutos, sendo provavelmente os últimos a base de sua dieta. Recentes pesquisas, indicam que habitava floresta densa, pois são raros os ossos encontrados na costa, que é juntamente com as cavernas a zona mais pesquisada das ilhas.

Os primeiros ossos deste pombo só foram encontrados em uma expedição científica em 2006. Só existem três espécimes conservados em museus, além de algumas pinturas, e dois esboços feitos de aves mortas, por um marinheiro holandês de cerca de 1603.

Em 1651 foi feita uma breve referência ao pombo. Já em 1755 Cossigny fez uma descrição detalhada sobre a ave, acrescentando que já estava tornando-se rara desde 1730. Em 1801 foram encontrados alguns poucos em uma área de floresta.

A caça contribuiu para o declínio populacional, assim como o desmatamento de seu habitat. Novos predadores e concorrentes na alimentação também ajudaram na sua extinção.

___________________________________________________________________________________________

09) Pombo-Passageiro (Ectopistes migratorius):

ectopistesmigratoriusO Pombo-Passageiro foi extinto em 1900, quando o último espécime na Natureza foi morto. O último espécime em cativeiro, Marta, morreu em 1914.

Como ave migratória seu habitat variava durante o ano, passando o verão espalhado pela América do Norte, a leste das Montanhas Rochosas. No inverno dirigiram-se para o sul dos E.U.A..

É provável que tenha sido a ave mais abundante no planeta, chegando a existir mais de 5 bilhões de indivíduos nos E.UA.. Viviam em enormes bandos. O maior registrado chegou a ter um número aproximado de 2 bilhões de aves.

Em meados do século XIX já tinham sofrido um considerável decréscimo populacional. Em um único dia de caçada foram abatidos 250 mil espécimes do último bando conhecido, em 1896. Como puham apenas um ovo, uma recuperação da espécie levaria muito tempo, o que não tiveram.

As causas de sua extinção estão relacionadas à caça excessiva para alimentação humana e animal.

O último espécime caçado foi morto em 1900. O último pombo em cativeiro, Martha morrreu em 1914. Marta viveu no Zoológico de Cincinnati. Foi encaminhada para o Instituto Smithsoniano, taxidermizado e encontra-se em exibição pública.

___________________________________________________________________________________________

10) Solitário-de-Rodrigues (Pezophaps solitaria):

pezophapssolitariaO Solitário-de-Rodrigues foi extinto em 1760.

Era endêmico da ilha Rodrigues, nas Ilhas Maurício, no Oceano Índico.

O Solitário era incapaz de voar, pertencente à família dos pombos, e parente distante do dodô. Era uma ave territorial mas de hábitos solitários, o que valeu o nome de Solitário.

Foi registrado pela primeira vez por François Leguat que fez uma descrição detalhada da aparência e hábitos da ave, quando da colonização da ilha pelos franceses por volta de 1691.

Não há nenhum espécime conservado, e os ossos coletados não compõem um animal inteiro.

Foi caçado para alimentação humana, sendo a carne muito apreciada, principalmente dos filhotes. Com a introdução de predadores para os quais não estavam adaptados, começaram a escassear, a ponto de em 1755 não se observar mais nenhum espécime vivo na Natureza.

____________________________________________________________________________________________

Para saber mais:

AnimalesExtincion.es

Bird Life International

IUCN (International Union for Conservation of Nature) – website.

IUCN – Red List

The Extinction Website

10 Animais Extintos nos últimos 300 anos – Aves

01) ? (Gallirallus dieffenbachii):

dieffenbachi

Esta espécie de ave foi extinta por volta de 1870.

Habitava as ilhas Chatham, Pitt e a Nova Zelândia.

Esta ave já era escassa quando foi registrada pela primeira vez em 1840. Nada se sabe sobre seus hábitos, mas supõe-se que tenha habitado florestas e encostas.

Sua extinção foi resultado, provavelmente, da introdução de predadores para os quais não estavam adaptadas (ratos, cães e gatos), além de perda de seu habitat natural.

______________________________________________________________________________________________

02) Arau-Gigante (Pinguinus impennis):

araugiga

Esta ave foi extinta por volta de 1852 devido à caça excessiva.

Apesar da semelhança física com os pingüins não são parentes, não pertencendo à mesma família. Porém, quando os exploradores chegaram ao hemisfério sul e viram a semelhança física e de hábitos dos pingüins com o arau-gigante, deram aos pingüins o mesmo nome do animal que já conheciam (que vem do galês pen gwyn, cabeça branca).

O Arau-Gigante habitava as ilhas do Atlântico Norte (Groenlândia, Islândia, Irlanda e Grã-Bretanha) e costas do Canadá e Noruega. Era incapaz de voar e tinha um grande defeito, não tinha medo do homem, o que o tornava uma presa fácil.

A extinção do arau-gigante é obra exclusiva da intervenção humana. Sua caça era praticada desde tempos pré-históricos. Era excelente fonte de carne, além de fornecer ovos e plumas. Com a exploração do Atlântico Norte, todo seu habitat passou a ser zona de caça, levando a um decréscimo considerável da população de araus-gigantes. Já no século XVIII era uma espécie ameaçada de extinção. Os princípios do Naturalismo não ajudaram em nada esta ave, pois na época a mentalidade não era conservacionista. Uma espécie ameaçada de extinção não passava a ser uma espécie protegida, ao contrário, sua caça para fins de coleção acentuou-se, acelerando a extinção da espécie.

______________________________________________________________________________________________

03) Carcará-de-Guadalupe (Polyborus lutosus):

carcaraguadalupe

A Caracara-de-Guadalupe ou Carcará-de-Guadalupe era uma ave de rapina, que foi extinta por volta de 1900.

Vivia na ilha de Guadalupe, a 241 km da costa oeste do México.

Tinha cerca de 60 cm de comprimento, uma plumagem marrom escura na parte superior da cabeça e inferior das asas, e todo o resto do corpo era uma mistura de branco e marrom. As patas e face eram amareladas.

Alimentavam-se de invertebrados, crustáceos, pequenos mamíferos e cadáveres. Construíam ninhos em lugares de difícil acesso.

Sua descrição científica foi feita em 1876, quando da chegada de colonos à ilha de Guadalupe. Foram perseguidas pelos colonos sendo mortas às centenas, pois atacavam os filhotes de ovelhas que foram introduzidos na ilha. Para piorar mais a situação destas aves, elas não temiam o homem, facilitando a caça das mesmas. Em 1885 já eram aves muito raras na pequena ilha de Guadalupe de cerca de 30 km de comprimento.

Em fins do século XIX a ilha de Guadalupe foi abandonada pelos colonos, o que poderia significar uma recuperação da espécie. No entanto, o ornitólogo Rollo Beck, ao visitar a ilha em busca destas aves, deparou-se com um bando de 11 espécimes que julgou ser de uma outra espécie. Abateu 9 delas para estudo. Acabou por levá-las a extinção, pois eram todas Carcarás-de-Guadalupe.

______________________________________________________________________________________________

04) Cormorão-de-Lunetas (Phalacrocorax perspicillatus):

cormoraolunetas

O Cormorão-de-Lunetas ou Cormorão-de-Óculos extinguiu-se em 1850.

Vivia nas ilhas do estreito de Bering no Pacífico Norte.

Tinha em torno de 1 m de comprimento. Sua plumagem era verde escura, com manchas brancas próximo às patas. No pescoço e cabeça dos machos tinham penas branco-amareladas mais finas que sobressaiam do restante da plumagem. Em volta dos olhos os machos não tinham plumagem alguma, dando a impressão de estarem “equipados” com lunetas.

As asas eram pequenas em relação ao corpo, razão pela qual esta ave raramente voava. Ficavam a maior parte do tempo dentro da água, próximos ou nas ilhas onde descansavam e reproduziam-se.

Com o avanço da caça à baleia nas regiões árticas, acabaram por ser uma fonte de alimento dos pescadores, tornando-se uma iguaria. Com um habitat reduzido, uma incapacidade natural para vôos longos, a falta de agilidade em terra, acabou por ser extinto.

______________________________________________________________________________________________

05) Dodô (Raphus cucullatus):

dodo

Esta ave foi extinta em 1681, quando o último espécime foi caçado.

Vivia na costa leste da África, nas ilhas Maurício, Reunião e Rodrigues, no Oceano Índico. Existiam 9 subespécies diferentes, sendo que todas foram extintas. Pesavam entre 13 e 25 kg. A base de sua dieta eram frutas. O Dodô era uma ave incapaz de voar, e supõe-se que suas asas atrofiaram-se por falta de predadores naturais. Segundo estudos recentes, os dodôs descendem de uma espécie de pombo migrador, que instalou-se nas ilhas, evoluindo para uma ave de maior porte e incapaz de voar.

Por volta de 1600 os portugueses chegaram a seu habitat. Deram à ave o nome de “doudos” – que com o tempo originou o termo Dodó, em português europeu -, por acharem-nas um tanto estúpidas, devido ao aspecto desajeitado das mesmas e pela facilidade em caçá-las, pois elas não temiam os humanos. Com a chegada dos colonizadores, foram introduzidas novas espécies (porcos, ratos e macacos) em seu habitat, levando à destruição do bosque onde viviam e propagação de doenças. Crê-se que a destruição de seus ninhos pelas espécies introduzidas teve um efeito mais devastador do que a própria caça. A facilidade em caçá-los e seu tamanho tornaram-nos uma fonte de alimento excelente. Em cerca de 80 anos de contato com os colonizadores, as aves extinguiram-se.

Há pouco tempo foi descoberto pelos cientistas que uma espécie de árvore das Ilhas Maurício estava extinguindo-se. Só restavam 13 em toda a ilha e todas tinham mais de 300 anos. Nasceram antes da extinção dos dodôs. Estas aves ingeriam as sementes das árvores, e só depois destas sementes passarem pelo aparelho digestivo dos dodôs é que ficavam ativas, para enfim começarem a germinar e originarem outra árvore. Para evitar a extinção das árvores buscaram uma solução com a própria mãe-natureza: as sementes ingeridas por perus ficavam ativas da mesma maneira que com os dodôs. Graças a esta descoberta as árvores foram salvas da extinção e ganharam o nome de Árvore-dodô (Sideroxylon grandiflorum).

______________________________________________________________________________________________

06) Koreke ou Codorna-da-Nova-Zelândia (Coturnix novaezelandiae):

koreke

Esta espécie extinguiu-se por volta de 1867, quando os últimos exemplares foram caçados.

Foram necessários apenas 40 anos de contato com os europeus e seu modo de vida para serem extintas.

Esta codorna era uma espécie endêmica da Nova Zelândia.

Eram pequenas com penas marrons e tons de amarelo e vermelho, sendo as fêmeas um pouco menores que os machos. Não se sabe praticamente nada sobre os hábitos destes pássaros.

Sua extinção deve-se à caça por sua bela plumagem e à introdução de predadores, para os quais não estavam adaptadas (ratos, porcos, etc.).

___________________________________________________________________________________________

07) Pato-de-Cabeça-Rosa (Rhodonessa caryophyllacea):

patocabecarosa

Esta espécie de pato extinguiu-se em 1936, quando o último exemplar que vivia em cativeiro morreu.

Vivia nas margens alagadas dos rios Ganges e Brahmaputra na Índia e Bangladesh. Como diz o nome do pato, tinha a cabeça rosa, e parte do pescoço. O restante de sua plumagem era cor de chocolate, com a ponta das asas branco amareladas. Alimentava-se de moluscos e pequenos crustáceos, além de vegetação aquática.

Os patos-de-cabeça-rosa começaram a sofrer um declínio populacional em fins do século XIX, devido à intervenção humana. Eram caçados por sua plumagem exótica. Outra razão para a diminuição de sua população foi o aumento da ocupação humana em seus habitats. Os últimos registros visuais são de 1925 na Natureza. Porém ainda nos anos 20 foram caçados 3 casais que, levados para o Reino Unido, viveram em cativeiro sem reproduzir-se, até que em 1936 morreu o último exemplar.

___________________________________________________________________________________________

08) Pato-do-Labrador (Camptorhynchus labradorius):

patolabrador

Este pato foi extinto em 1875, quando o último exemplar conhecido foi caçado em Long Island, Nova Iorque. Ainda assim há notícia de um espécime ter sido caçado em 1878 em Elmira, também Nova Iorque, virando o jantar da família de um jovem que saiu à caça. Como não há restos físicos deste espécime, não há certeza se era um pato desta espécie.

Vivia na costa leste da porção norte da América (América do Norte). Tinha plumagem branca e preta, com uma coleira também preta ao redor do pescoço.

Foi caçado devido à carne saborosa e aos ovos. As causas de sua extinção foram a caça pelos motivos já citados, a diminuição da oferta de um molusco do qual se alimentavam e a degradação de seu habitat.

O exemplar caçado em 1875 está conservado no Museu Nacional de Washington, E.U.A..

___________________________________________________________________________________________

09) Periquito-da-Carolina (Conuropsis carolinensis):

periquitocarolina

Esta ave foi extinta em 1918, quando morreu o último exemplar em cativeiro.

Vivia no leste dos E.U.A., desde o Golfo do México aos Grandes Lagos. Era o único periquito endêmico do norte do continente americano (América do Norte). Viviam em bandos grandes de centenas de indivíduos. Por relatos sabe-se que construíam ninhos em troncos de árvore ocos, como acontece com outras espécies de periquitos.

Era uma ave de plumagem predominantemente verde, com zonas amarelas na cabeça, pescoço, coxas e uma faixa nas asas. Os contornos dos olhos e bico eram laranja vivo. Tinham cerca de 20 cm de comprimento, mais 15 cm de cauda. As fêmeas eram menores. A alimentação era a base de sementes.

A chegada dos colonos europeus no século XVII, a princípio, favoreceu os periquitos-da-Carolina. Com a derrubada de florestas e drenagem de terrenos para o plantio, aumentou a oferta de comida para os periquitos. Porém, aquilo que servia de alimento aos periquitos eram justamente as sementeiras que seriam o sustento dos colonos, levando a uma perseguição implacável destas aves. Eram vistos como uma praga e mortos às centenas, até tornarem-se animais raros. Os últimos que viviam na Natureza foram mortos em 1904. Como a reprodução de periquitos em cativeiro normalmente não é bem sucedida (até os dias de hoje), no caso dos periquitos-da-Carolina também não foi possível a reprodução das poucas centenas de espécimes que viviam em cativeiro. Assim, quando o macho chamado Incas, último espécime vivo, morreu em 1918, a espécie foi extinta.

___________________________________________________________________________________________

10) Periquito-das-Seychelles (Psittacula wardi):

periquitoseychelles

Esta espécie foi considerada extinta em 1906.

Os adultos tinham uma plumagem verde, com manchas vermelhas nas asas, e uma coleira azulada no pescoço.

Era uma ave endêmica das ilhas Seychelles no Oceano Índico, também sendo avistadas nas ilhas Mahé, Silhouette e Praslin. Em 1867 já era considerado raro. Os últimos espécimes foram capturados em 1883.

Extinguiu-se provavelmente na década de 1880, devido à perseguição dos produtores de coco das ilhas.

____________________________________________________________________________________________

Mais informações sobre animais extintos ou em extinção veja:

AnimalesExtincion.es

IUCN (International Union for Conservation of Nature) – website.

IUCN – Red List

Jalame

Saúde Animal

The Extinction Website