A Linguagem do Leque

O Leque, como falamos semana passada, foi utilizado para transmitir mensagens em uma época que certas palavras ou atitudes poderiam ser comprometedoras. Deixamos hoje uma longa lista com mensagens que eram passadas com movimentos dos leques. Há controvérsias sobre alguns movimentos, sendo que mais de uma mensagem é atribuida ao mesmo movimento. Por esta razão não podemos afirmar com certeza absoluta quais eram as mensagens equivalentes a cada movimento, deixando a lista mais como curiosidade do que como informação confiável.

Ao final da lista deixamos dois vídeos. O primeiro é um vídeo confiável, com uma pessoa explicando alguns dos principais e mais conhecidos movimentos.

O outro não é propriamente um vídeo sobre a clássica linguagem do leque. É, digamos, uma “releitura” ou “nova versão” da linguagem do leque, adaptada aos tempos modernos deste novíssimo século XXI. Alertamos que este segundo vídeo não é apropriado para menores de 18 anos.
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A LINGUAGEM DO LEQUE

Mensagem

Movimento com o leque

Acabou-se

Entregar o leque à mãe

Adeus

Colocar o leque atrás da cabeça, com o dedo estendido, tocando o cabelo

Ame-me

Dar um golpe com o leque fechado na mão esquerda

Amo a outro

Dar voltas com o leque na frente do rosto com a mão esquerda

Amo você

Cobrir os olhos com o leque aberto

Amo muito você

Olhar os desenhos do leque

Amo você intensamente

Abanar-se rapidamente

Aproxime-se

Andar com o leque conduzindo-o aberto na mão esquerda.

Cuidado, nos observam

Cobrir o rosto com o leque

Cuidado, posso te ver

Fechar o leque tocando os olhos

Cuidado, sou comprometida

Abrir e fechar rapidamente

Desculpe

Manter o leque aberto logo abaixo dos olhos

Dizer a que horas é o encontro

Contar ou abrir um certo número de varetas

Espere por mim

Abrir totalmente o leque

Esqueça-me

As duas mãos juntas segurando o leque aberto

Estou casada

Abanar-se com o leque lentamente

Estou comprometida

Abanar-se com o leque rapidamente

Estou pensando em você, ou Amo você

Tocar a palma da mão com o leque

Hoje não sairei

Estar em uma varanda, ou andar pela sala, ao entrar, abrindo e fechando o leque

Hoje saio

Estar em uma varanda, ou andar pela sala, ao entrar, abanando-se com o leque

Me espere

Abrir o leque e mostrá-lo

Me esqueça

Segurar o leque aberto com as duas mãos

Não

Apoiar o leque no lado esquerdo do rosto

Não confio em você

Apoiar o leque nos lábios

Não estão vendo

Dar voltas com o leque com a mão esquerda

Não gosto de você

Girar o leque com a mão direita

Não me esqueça

Colocar o leque atrás da cabeça, fechado, tocando o cabelo

Não revele nosso segredo

Cobrir a orelha esquerda com o leque aberto

Não seja imprudente

Movimentar o leque ameaçadoramente

Odeio você

Movimentar o leque entre as mãos

Penso em você

Tocar os cabelos levantando-os com o leque

Pode me beijar

Apoiar o leque meio aberto sobre os lábios

Podemos ser amigos

Abaixar o leque à altura do peito

Preciso falar com você

Tocar o leque aberto com a ponta dos dedos

Prometo casar com você

Fechar um leque lentamente

Quero falar com você

Tocar com o dedo na parte mais alta do leque

Quando nos veremos?

Leque aberto no colo

Quando poderei ver você?

Fechar o leque tocando o olho direito

Seremos amigos

Abaixar o leque

Siga-me quando eu sair

Cobrir o rosto com o leque aberto

Sim

Fechar o leque lentamente

Sinal de impaciência

Bater com o leque em um objeto

Sou sua

Deixar cair o leque

Vamos conversar

Usar o leque aberto na mão esquerda

Você é cruel

Abrir e fechar o leque várias vezes

Você é feio. Não gosto de você

Usar o leque para proteger-se do sol

Você é muito ardente

Usar o leque aberto na mão direita

Você está flertando com outra ou Você é um atrevido

Passar o leque de uma mão para outra

Você me ama?

Entregar o leque fechado

Você mudou

Mover o leque diante de si mesma

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Como avisamos lá no alto, deixamos dois vídeos sobre Linguagem do Leque.

O primeiro vídeo é o sério, falando dos movimentos mais conhecidos. Está em espanhol, sem legendas. Só que depois de ler a lista aí em cima não é difícil reconhecer os movimentos.

O segundo vídeo, como já avisamos, não é apropriado para menores. Digamos que a linguagem empregada (verbal e corporal) não é conveniente para pessoas imaturas emocionalmente ou de práticas demasiado conservadoras. Já os demais seres vivos vão morrer de rir com o vídeo pois é muito engraçado. Penso que, se a pessoa tiver alguma imaginação, pode até ver utilidade para a vida amorosa. Também está em espanhol e garanto que não é um problema para entender o que se vê.

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Mapas do Brasil segundo… (3)

Só mais oito mapas exóticos do Brasil e damos um tempinho neste assunto e partimos para outro mais engraçado. Tudo bem?

Os mapas de hoje, mais uma vez, mostram o Brasil segundo a visão de um grupo de brasileiros baseado nos conceitos que temos sobre os demais brasileiros. Mas hoje incluiremos um mapa que mostra a visão alheia sobre o que somos. Vamos aos mapas.

O primeiro é um Mapa do Brasil (incluindo alguns de nossos vizinhos no rolo) segundo a visão dos gaúchos.

mapagauchos000

Outro Mapa do Brasil segundo os gaúchos, muito semelhante a um de um post anterior, mas também digno de nota.

gauchos02Este próximo mapa, é mais um Mapa do Brasil segundo os paulistas. Um pouco limitado, mas igualmente bom.

paulistas09Agora vemos um Mapa do Brasil segundo algum carioca que tem implicância pessoal com algum paulista que lhe deve ter roubado a mulher.

cariocaimplicanteEste aqui não entendi bem a qual grupo de brasileiros pertence. Ou se, talvez, seria uma espécie de miscelânia das idéias pré-concebidas de todos, misturadas, batidas no liquidificador, e esticadas com um rolo de massa para virar isto.

mapabrasil099

Este aqui seria um Mapa do Brasil, depois da Amazônia ser loteada para os estrangeiros. E olha que todo o litoral não anda sendo cobiçado porque já conseguimos (conseguiram) destruir a Mata Atlântica. Ou será que é porque o acesso dos gringos ao litoral é fácil demais?

brasil098

Por falar em gringos, a limitação intelectual de alguns deles sobre o que é o Brasil, faz com que muitos pensem que só há duas coisas no Brasil. Baseado nisto, o Mapa do Brasil para turistas gringos do sexo masculino e baixa capacidade intelectual seria o seguinte.

brasilparagringos

Para terminar, nosso último mapa encontrado na net, mostra como anda o Brasil graças a nossa incapacidade em perceber que temos participação direta ou indireta na realidade de nosso país. Em outras palavras mostra o que andamos fazendo com ele.

corrupcao00Coitado, ele não merecia isto.

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Pela terceira e última vez, por enquanto, queria deixar meu agradecimento ao povo brasileiro por ser tão criativo.

Todos estes mapas foram retirados de outros blogs pela internet afora (alguns tem a referência junto ao mapa). Desculpem ai não citar um por um dos blogs.

Festa de São João

saojoaoApesar de no Brasil a Festa Junina, em algumas regiões, também ser chamada de Festa de São João ou simplesmente São João, esta festa da qual falamos hoje não é festa brasileira. É mais uma festa portuguesa em comemoração aos Santos Populares deste mês de junho. A origem do próprio nome das festas no Brasil, Festa Junina, tem a ver com o São João, já que, à princípio, eram chamadas de Festas Joaninas. Como diz o nome, é em honra a São João Batista, comemorado na virada de 23 para 24 de junho.

Tudo começou quando há muito tempo atrás a noite de 23 para 24 de junho era o solstício do verão aqui no hemisfério norte. Hoje o solstício é na noite de 21 para 22 de junho, pois houve mudança de calendário. Na época dos romanos eram festas com danças ao redor de uma fogueira, onde eram queimadas ervas aromáticas, e no final, tomava-se banhos matinais nas águas do rio. Mas com o tempo a Igreja Cristã, praticando o já velho conhecido sincretismo religioso, cristianizou a festa pagã, tornando-a a festa do Santo do dia, São João Batista, cujo nascimento é comemorado em 24 de junho. São João até hoje é dos santos mais festejados, não apenas aqui em Portugal, na Espanha os festejos também são grandiosos.

São João Batista, era o primo de Jesus, o mesmo que o batizou no rio Jordão. É o santo protetor dos casados e dos doentes, além de patrono dos monges. O curioso é que o sincretismo religioso introduziu São João em uma festa pagã muito alegre, porém, o santo foi uma pessoa reservada, de vida simples, com nada em comum ao exagero dos festejos que hoje são próprios do seu dia.

A maior de todas as festas feitas a São João é realizada na cidade do Porto, também sendo chamada de São João Tripeiro. Mas em outros lugares de todo Portugal também se comemora o São João. Seja onde for a festa, dura por toda a noite de 23 para 24 de junho, sendo que no dia seguinte é feriado nas cidades onde ele é padroeiro (e no Porto passou a ser feriado pela grandiosidade da festa), o que ajuda que a festa dure o dia seguinte inteiro também. Toda a cidade é inundada por uma multidão que vai para as ruas. Andam as pessoas com alho-poró nas mãos (as flores), com manjericões, com martelinhos de plástico (já falo deles mais adiante), comem sardinha assada (chamada aqui de sardinhada), bebem um caldo verde (sopa típica da terrinha), soltam balões de papel… fora os fogos de artifício que não podem faltar nas festas de São João, à meia noite certinha.

Barraquinhas com as flores e ervas da festa.

Barraquinhas com as flores e ervas da festa.

Falei que as pessoas saem às ruas com flores de alho-poró. Pois é, esta e outras flores e ervas são consagradas ao Santo, e existem vendedores pelas cidades. Também pode-se encontrar à venda manjericão, cravo e erva-cidreira. Ou seja, é uma noite quente e perfumada. As flores de alho-poró servem para dar boa sorte, os manjericões simbolizam o amor, sendo sempre vendidas acompanhadas com trechos de poemas. As flores dos cravos jogadas por moças casadoiras para a rua, se apanhadas por algum rapaz, casam-se logo, não necessariamente com o rapaz que pegue o cravo.

Aqui em Lisboa existem os arraiais populares nos festejos de Santo Antônio. No porto também há os bailaricos de bairro. Neles pode-se dançar, comer, beber, tudo acompanhado do calor de uma fogueira.

As fogueiras são dos tempos da festa pagã antecessora do São João. Eram o símbolo da chegada do verão. Pode-se tentar saltar a fogueira, os mais corajosos. Dizem mesmo que, quem salta a fogueira em noite de São João, no mínimo três vezes (tem sempre que ser em número ímpar de saltos), fica protegido de todos os males o ano inteiro. Acrescente-se a isto que também há a crença de que as cinzas da fogueira de São João curam algumas doenças de pele. Há lugares que, também pode-se tentar caminhar nas brasas da fogueira, descalço. Dizem que se fizer esta caminhada rapidamente nem se sente o calor das brasas. Não arrisco.

Cascata de São João

Cascata São Joanina

Aqui em Lisboa há os Tronos do Santo, nas festas de Santo Antônio, e no Porto há as Cascatas São Joaninas, que nada mais são do que, também, altares com imagens do Santo e seu cordeirinho, com outros símbolos mais que representam a festa. Há uma disputa entre os bairros da cidade do Porto, e algumas freguesias, para ver qual consegue elaborar a Cascata mais bela. Porém, as Cascatas tem uma dimensão bem superior aos Tronos lisboetas, sendo verdadeiras mini-cidades – lembrando um presépio – em honra aos santos populares. Dizendo de outra forma, enquanto o presépio é uma espécie de altar erguido no solstício de inverno (Natal), a cascata é uma espécie de altar erguido no solstício de verão. Nela, além da imagem do São João bem no centro, tem que ter água (símbolo da purificação), coreto, entre outros elementos tradicionais indispensáveis.

Dizem que, no Porto, é tradição que a festa tenha seu ponto alto num banho de mar na foz do rio Douro, que corta a cidade do Porto, desaguando no Atlântico ali mesmo. É que, segundo reza a tradição, os banhos tomados na manhã de São João (antes do sol nascer) seriam bons para algumas doenças. Na época antes da cristianização da festa, os banhos eram uma forma de purificação. Ainda de madrugada pode-se praticar uma outra tradição chamada Orvalhada. É o seguinte, as mulheres que quisessem ter filhos, tinham como santo remédio, rolar no mato orvalhado dos campos. Esta tradição da orvalhada, ainda é dos tempos pagãos, quando acreditava-se que o orvalho era o suor dos deuses da fertilidade. No entanto, não vi em lugar algum, qualquer referência se este rolar no mato deveria ser só ou acompanhada.

Quanto às comidas, além da sardinhada, também há um cabrito assado com batatas, arroz de forno, caldeiradas de peixe (no litoral), bonequinhos com o formato do santo (no Algarve), um bolo chamado Capelas de São João (no Alentejo), fora o chamado Bolo de São João, uma antiga tradição do Porto, que foi esquecida por muitas décadas, mas recentemente resgatada.

Brincadeira dos Martelinhos.

Brincadeira dos Martelinhos.

Entre as várias tradições populares existe uma um pouco, digamos, exótica, estranha, engraçada. As pessoas saem às ruas com martelinhos de plástico, de brinquedo, daqueles que fazem barulho, e tascam o dito nas cabeças todas que encontram pela frente. Até passou por estes dias na televisão, um gajo com um capacete para proteger a cabeça das marteladas animadas que o povo dava nas ruas. Segundo os nativos lá do Porto, não tem nada de agressiva a Brincadeira ou Festa dos Martelinhos, dizem que é amistosa… Estes martelinhos seriam uma versão moderna das flores de alho-poró, sendo estas últimas as que eram usadas, em outros tempos, para bater levemente na cabeça das pessoas para dar sorte. Quer dizer, se uma pessoa vai ao Porto na Festa de São João tem que torcer para levar muitas marteladas na cabeça para ter sorte.

Outra tradição popular, que sinceramente não sei se ainda existe, era fazer previsões nesta noite. Isto mesmo, tudo previa-se na noite de São João, desde casamentos até o sucesso ou não das colheitas. Dizem, por exemplo, que pegava-se uma tábua, colocava-se 12 montinhos de sal (cada um representando um mês do ano), e passava-se esta tábua na fumaça da fogueira. Deixava-se assim durante toda a noite, e depois ainda tomava o orvalho da manhã. Mas ainda antes do nascer do sol, corriam verificar os resultados estampados na tábua. Os montinhos de sal mais úmidos, representariam meses mais chuvosos. Mas independente de ainda existir ou não a tabuazinha com montinhos de sal, a festa continua sim sendo das previsões: sobre o amor, sobre a saúde, sobre a felicidade…

Soltando um balãozinho.

Soltando um balãozinho.

Os nossos velhos conhecidos balões também tem raízes na antiga festa pagã. Os balões eram um símbolo do antigo culto ao Sol. Ainda hoje, aqui em Portugal pelo menos, soltam-se os balões em homenagem ao Santo. Também com relação ao antigo culto do Sol, eram erguidos nas ruas da cidade do Porto, arcos pelas ruas, enfeitados, e terminados em um triângulo, que era o símbolo do Sol nas religiões antigas.

Mas, para terminar, há algo além nesta história toda sobre São João. Dizem que, na verdade, o São João do Porto não é bem o São João Batista mas sim um eremita, natural do Porto, que teria vivido pelo século IX. Este outro São João, teria vivido na Galícia, na localidade chamada Tuy. Ao morrer foi enterrado nesta mesma localidade, onde os moradores consideravam-no um protetor que os livraria das febres. No século XII, a Rainha Mafalda (a Rainha Santa), teria trazido para Portugal algumas relíquias deste São João, e depois a cabeça teria sido levada para uma capela da Santa Cabeça, situada em uma igreja da cidade do Porto. Por um acaso este São João também teria como data de nascimento o dia 24 de junho, sendo as festas dos dois “São Joãos” no mesmo dia. Porém, a falta de dados sobre este possível outro São João me fazem não ter muita confiança na existência deste santo.

Dizem que a grande tradição da Festa de São João no Porto seria por causa deste São João do Porto e não do São João Batista. Mas pelo que andei perguntando por aí, nem os nativos da terra sabem muito bem se isto é verdade ou lenda! Fica aqui a curiosidade, sobre a festa e sobre os “São Joãos”.

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Fontes:

Pessoas com mais de 65 anos da vizinhança.

Camara Municipal do Porto

Galeria de fotos do São João do Porto – Notícias Sapo (quase todas as fotos deste post foram encontradas neste link)

Pititi

Mapas do Brasil segundo… (02)

Continuando com os mapas do Brasil não-ortodoxos, vamos mostrar mais alguns bons trabalhos da criatividade tupiniquim.

Semana passada mostramos a visão do Mapa do Brasil segundo os nordestinos. Hoje apresentamos a versão para os sulistas.

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Mais um Mapa do Brasil segundo os paulistas.

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Outra visão dos cariocas de como é a divisão do Mapa do Brasil.

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Outro mapa do Brasil segundo os Catarinenses.

catarinenses

Os brasilienses também tem uma visão peculiar do Brasil.

brasilianos

Em muitos dos mapas que mostramos aqui, há uma certa maldade com os acreanos, pois mostram o Acre como um lugar que Não Existe. E os acreanos também tem a sua visão do que não existe.

acreanos

Mas além dos mapas segundo a visão dos cidadãos de um único estado, também temos visões mais gerais sobre o nosso Brasil. Exemplo é uma visão do Brasil para os Turistas. Este não é de gozação, é de propaganda mesmo.

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Agora voltando às gozações, temos um novo Mapa Político do Brasil, com nomes originais para boa parte dos estados brasileiros.

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Mais uma vez, queria deixar meu agradecimento ao povo brasileiro por ser tão criativo.

Em outra oportunidade colocamos mais mapinhas destes aqui. Tem mais!

Todos estes mapas foram retirados de outros blogs pela internet afora (alguns tem a referência junto ao mapa). Desculpem ai não citar um por um dos blogs.

Mapas do Brasil segundo…

Procurando mapas sérios do Brasil acabei achando blogs e mais blogs com mapas originais do Brasil. Vou deixar alguns aqui para que vocês vejam a inventividade desta nossa gente brasileira! Diga-se de passagem estes mapas são reveladores sobre como nos vemos e aos nossos conterrâneos.

Mapa do Brasil segundo… eu e meus conterrâneos mais chegados.paulistas

Esta é uma versão. Agora a outra.

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Agora, Mapa do Brasil segundo os gaúchos.

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Agora é a vez dos Paranaenses!

BrasilEsta versão também é boa! Artisticamente tosca, mas boa.

mapa_brasil00Tem mais esta ainda.

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Os cariocas também tem uma visão do Brasil, claro.

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E tem a visão dos nordestinos, em conjunto.

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Queria deixar meu agradecimento ao povo brasileiro por ser tão criativo. Nós conseguimos rir da nossa própria desgraça. E pra mim não tem coisa melhor! hahahahaha

Em outra oportunidade colocamos mais mapinhas destes aqui. Tem mais!

Todos estes mapas foram retirados de outros blogs pela internet afora (alguns tem a referência junto ao mapa). Desculpem ai não citar um por um dos blogs.

Marchas Populares

Componentes da Marcha de Marvila, no ano de 2007.

Componentes da Marcha de Marvila, no ano de 2007.

Em Portugal não temos Festa Junina, não aos moldes como as conhecemos no Brasil. Mas existe em Portugal uma festa popular que, provavelmente seria a evolução portuguesa das antigas tradições que também deram origem às festas juninas.

Aqui mês de junho é mês de Marchas Populares. Na cidade de Lisboa, na noite de 12 de junho temos o “desfile” das marchas, uma de cada bairro lisboeta, que fazem uma apresentação mistura de dança, teatro e desfile. Como o homem daqui de casa é do bairro de Marvila, por apelo emocional virei torcedora da Marcha de Marvila também. Na sexta ficamos até umas 2 da madrugada só para ver o desfile da “nossa” favorita. Foram ao todo 23 marchas, uma de cada bairro.

Santo Antônio

Santo Antônio

Mas vamos lá ao histórico das marchas. Assim como festejamos os santos do mês de junho (Santo Antônio, São Pedro e São João) com as Festas Juninas, aqui os santos populares (os mesmos já citados) são festejados com várias celebrações, entre elas as Marchas Populares. Ainda em princípios do século XX esta tradição das marchas, como são conhecidas hoje, não existiam. O que existiam seriam como quermesses, chamados de arraiais populares, espalhados por toda Lisboa, e os vizinhos e conhecidos reunidos, tomando um tintinho (vinho tinto) e comendo sardinha assada com pão, para festejar o santo popular. Também rolam umas farturas (o que no Brasil chamamos de churros). Vale lembrar que o Santo Antônio, aquele mesmo que no Brasil conhecemos como santo casamenteiro e aqui também, é lisboeta. É um santo genuinamente português, e o mais festejado em Lisboa dos santos deste mês de junho, desde os tempos da Idade Média.

Rua da Alfama enfeitada.

Rua da Alfama enfeitada.

Segundo “Seu Sogro”, quando veio viver em Lisboa há mais de quarenta anos, era assim mesmo: os vizinhos se reuniam para festejar, tinha um arraial em um lugar e o povo ia lá se encontrar, beber e comer. Depois seguiam para outro arraial. E tinham as fogueiras para aquecer a noite, que por cá nesta época do ano não é tão fria, mas sempre é bom uma fogueira, e bem, em algum lugar precisava-se assar as sardinhas.

Parte do festejo incluia fazer os tronos de Santo Antônio. Dizendo de forma simples o Trono de Santo Antônio é uma espécie de altar móvel com a imagem do santo, além de outras imagens e enfeites, cravos e um vasinho de manjericão, que é a plantinha associada ao santo, entre outros enfeites que compõem o objeto em si. Há quem diga que a erva do santo na verdade seria outra espécie, um parente do manjericão, que aqui é chamado de manjerico. Mas pessoalmente olhei um e conheço o outro e penso que seja apenas uma questão de semântica. São feitos estes tronos geralmente por crianças, utilizando-se de banquinhos ou caixotes. Mas há também alguns mais elaborados em lugares públicos.

Vasinhos de Manjericão, ou Manjerico.

Vasinhos de Manjericão, ou Manjerico.

Nos vasinhos de manjericão (ou manjerico) são colocados trechos de poesias que os namorados presenteiam uns aos outros. Mas atenção, nada tem a ver com dia dos namorados que por aqui é em 14 de fevereiro. As ruas também eram e são enfeitadas, de forma semelhante aos enfeites que usamos nas nossas Festas Juninas e no Carnaval: balões e bandeirinhas, além dos arcos cheios de flores ou papéis coloridos.

Com o passar do tempo a festa, que tinha seu lado digamos pagão, e o lado litúrgico, passou a ganhar novos contornos. Então, em plena década de 1920, começaram a surgir os primórdios das Marchas Populares. Mas é só em 1932 que passa a existir um concurso oficial das Marchas Populares como acontece até os dias de hoje. Na primeira edição participaram 6 bairros: Alcântara, Alfama, Alto do Pina, Bairro Alto, Campo de Ourique e Madragoa – a nossa querida Marvila ainda não tinha entrado. Foi organizada por Leitão de Barros e Norberto de Araújo. Em 1934 as Marchas Populares de Lisboa passam a ser organizadas pela Câmara Municipal de Lisboa (o equivalente à Prefeitura Municipal). Elas não eram realizadas todos os anos, sendo que entre 1970 e 1980 não houve um ano sequer que tenha tido Marchas Populares. Somente em 1988 é que passaram a ser anuais, não tendo falhado um ano desde então. Acredita-se que as Marchas Populares foram uma espécie de mistura da tradição francesa chamada Marche aux Flambeaux com as danças do Entrudo (o “primitivo” carnaval português). Cada local onde se festejasse o Santo Antônio teria dado início a algum grupo de marchantes, que desfilavam sem todos os apetrechos que há hoje, mais para exibição nas portas de algumas casas.

Os mascotes

Os mascotes

Voltando às Marchas atuais, o tema central do desfile, da música e da coreografia sempre evoca algo tipicamente lisboeta. Cada marcha inicia-se através de uma associação de bairro e participam de um desfile que dura de 15 a 20 minutos. Precisam ter 24 casais de marchantes (sempre casais), quatro aguadeiros (que são os que recolhem os objetos que caem, os objetos que são usados só momentaneamente e mudam os adereços), um cavalinho (que seria a bandinha), um casal de suplentes, um casal de crianças com no máximo 10 anos que são os mascotes, um porta-estandarte e um casal de padrinhos além de um ou dois ensaiadores.

Normalmente os padrinhos são famosos como atrizes, cantores entre outras celebridades. Todos os casais de marchantes usam roupas idênticas e carregam arcos. Os arcos vão mudando de uma Marcha para outra, mas sempre integrados ao tema do desfile. Há outros objetos que podem ser usados em encenações rápidas que se integram à marcha durante a coreografia feita nestes 20 minutos em que dura a apresentação.

Na Avenida da Liberdade, sai cada uma das Marchas, desfilando para que os espectadores apreciem o trabalho dos participantes. No sábado ficamos sabendo quem ganhou. Este ano houve empate entre a Marcha de Alfama e a do Castelo. A “nossa” Marvila ficou em segundo, empatada com Madragoa.

Marcha da Alfama, em 2007. Aqui dá pra ver bem os arcos, adereços que não podem faltar.

Marcha da Alfama, em 2007. Aqui dá pra ver bem os arcos, adereços que não podem faltar.

Além do prêmio da melhor Marcha, há outros prêmios como: melhor figurino, melhor coreografia, melhor cenografia, melhor letra, melhor musicalidade, melhor desfile na avenida e melhor composição. Mas não confunda! Não tem nada a ver com escola de samba e carnaval, apesar de algumas pequenas semelhanças. São duas tradições distintas, em épocas diferentes do ano. As Marchas tem muito mais a ver com as Festas Juninas, devido a suas origens. Assim como as escolas de samba, as Marchas participantes da festa também recebem uma ajuda de custo do governo.

Esta festividade está integrada em uma comemoração mais ampla, as Festas de Lisboa. Há durante todo o mês de junho, ou melhor, começando ainda no mês de maio os preparativos e anúncios, um conjunto de espetáculos, exposições e outras festividades que compõem as Festas de Lisboa. Entre alguns dos festejos que aconteceram este ano estiveram o Desfile da Máscara Ibérica, o Fado nos Eléctricos (é fadista cantando um fadinho dentro do bonde de número 28, que percorre alguns bairros tradicionais da cidade), os Arraiais Populares de Lisboa, os Casamentos de Santo António (casamento coletivo promovido pela Câmara Municipal de Lisboa) e as já faladas Marchas.

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As fotos utilizadas neste post, tirando a de Santo Antônio e da rua de Alfama, foram todas tiradas do site da EGEAC, empresa responsável pela organização das Festas de Lisboa.

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Para saber mais:

Álbuns de Fotos do Diário de Notícias:

Ensaios das Marchas (16 fotos)

As Marchas no Pavilhão Atlântico (24 fotos)

e mais

Marchas Populares – MyM

Programação das Festas de Lisboa 2009

Momentos marcantes do Lula

Nestes dois mandatos de Presidente da República, o bom e velho Luis Inácio Lula da Silva, ganhou diversas caras e teve seus melhores momentos retratados pelas mãos de profissionais do Brasil e do Mundo. Vamos ver algumas destas obras de arte de valor inestimável, vulgarmente conhecidas por charges, que narram a saga do “tio” Lula.

Lula carregando o seu pepino

Lula carregando o seu pepino (Cicero)

Grande mesmo, o pepino do “tio” Lula tem cerca de 5 milhões e meio de km2 e uns 200 milhões de “sementes”. Mas tem gente em pior situação como “ele” mesmo reconhece.

Lula sentindo falta do dedinho

Lula sentindo falta do dedinho (Rico)

Para governar é preciso alianças, e nestas horas, só ter nove dedos faz tanta diferença.

Lula e sua reação à Crise Mundial

Lula e sua reação à Crise Mundial (Benett)

Lula sempre diz o que pensa, o problema é que nem sempre o que ele pensa é o que ele consegue dizer. Ou será o contrário?

Lula ainda criança brincando e hoje em dia

Lula ainda criança brincando e hoje em dia (Adilson)

“Tio” Lula, quando ainda era um pirralho lá nas terras onde também nasceu meu avô, como toda criança normal brincava e sonhava, quem diria que de tanto sonhar (e teimar) o menino até virou presidente.

Lula em desenho animado (South Park)

Lula em desenho animado (South Park)

O quase orgasmo do Obama quando encontrou o Lula, rendeu tanta fama ao homem que virou até personagem de desenho animado (secundário e sem fala, mas apareceu).

Lula a caminho da OPEP

Lula a caminho da OPEP

“Tio” Lula teve a sorte da tecnologia e da grana só terem rendido frutos em seu governo. Agora pode até sonhar em fazer parte da Opep. Não querendo “mudar” o Brasil para o Oriente Médio, tudo bem.

Lula surfando numa onda de petróleo.

Lula surfando numa onda de petróleo. (Ivan Cabral)

É… não é todo mundo que se pode dar a estes “luxos”.

A evolução do Lula

A evolução do Lula

Para mim esta é a melhor de todas. Mostra a evolução do “tio” Lula, de Lula primatus a Presidentum est. Este é o cara. Nada, que cara que nada. He is the man. Até Obama concorda comigo.

Eu amo Lula, por Obama

Eu amo Lula, por Obama

Não disse? Até Obama!

Lula "Estátua da Liberdade".

Lula "Estátua da Liberdade". (Borega)

Alguma dúvida ainda?