A Selva


FILME - A SELVAEste mês, todo sábado vamos falar de… um filme português. O primeiro deste mês é A Selva, com o bonitinho Diogo Morgado, além de uma boa turma de atores brasileiros no elenco. Para quem nunca ouviu falar deste ator deixamos aqui um link para conhecer um pouco sobre ele.

O filme de hoje chama-se A Selva, e foi lançado em 2002. É dirigido por Leonel Vieira, sendo seu quinto longa metragem. Tem no elenco o já comentado Diogo Morgado, Maitê Proença, Chico Diaz, Cláudio Marzo, Gracindo Júnior entre outros.

Conta a história de um jovem chamado Alberto (Diogo Morgado) que acaba tendo que exilar-se no Brasil, nos idos de 1912. Ele vai parar no coração da floresta amazônica, onde começa a trabalhar no seringal de Juca Tristão (Cláudio Marzo), depois de contratado por Velasco (Karra Elejalde), um capataz espanhol. Alberto faz uma longa viagem de Belém do Pará por rio até chegar ao seringal Paraíso. Lá vai trabalhar, no meio da selva, tirando a seiva das seringueiras, protegido por Firmino (Chico Diaz), um cearense que vira uma espécie de tutor de Alberto.

Alberto descobre um mundo completamente diferente do que conhecia neste fim de mundo, entre perigos como o contato hostil com indígenas, as doenças e a desumanidade do ser humano, tudo isto mesclado à amizade e solidariedade entre os seringueiros. Para tornar sua vida um pouco mais difícil, começa a ter um caso com a mulher do gerente Guerreiro (Gracindo Junior), dona Iaiá (Maitê Proença).

Mas apesar desta história de amor proibido, o filme não está centrado na história dos dois personagens românticos. Ainda que Alberto apareça como uma espécie de fio condutor da trama, o grande personagem na verdade é a Selva, a Floresta Amazônica, apresentada através da vida desumana dos seringueiros e seringalistas em princípios do século XX.

O filme é baseado em um livro de mesmo nome, publicado em 1930, do escritor português Ferreira de Castro, que aos 12 anos de fato foi ao Brasil trabalhar na extração da borracha, em um seringal chamado Paraíso.

O filme tem um ritmo lento, portanto para quem gosta de ação não é recomendado. Mas para quem gosta de uma história diferente, ou digamos, um pouco de História, é uma boa opção. Com uma duração de 105 minutos pode-se, através do filme, conhecer um pouco mais de um período da História do Brasil, onde a borracha era o ouro do momento, onde a riqueza de uns era sustentada pelo trabalho escravo de homens embrenhados em uma floresta que até hoje é magnânima.

Fique com um trecho deste interessante filme português com sotaque tupiniquim do começo ao fim.

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A cidade cenográfica deste filme virou depois o Museu do Seringal. Veja reportagem da Folha de São Paulo aqui, e aqui um vídeo reportagem apresentando o museu, do programa Sem Fronteiras.

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Para saber mais sobre o filme veja:

Cinema Português

Adoro Cinema

Folha Ilustrada

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