10 Animais Extintos nos últimos 500 anos – Aves (02)


01) ? (Anthornis melanocephala):

anthornismelanocephalus

Esta espécie de ave foi extinta em princípios do século XX.

Era endêmica das Ilhas Chatham, arquipélago localizado a 800 km da Nova Zelândia, no Pacífico Sul.

Tinha uma plumagem predominantemente verde, sendo mais escura na cabeça na qual tinha uma tonalidade púrpura azulado. Era muito semelhante em aparência à Bellbird-da-Nova-Zelândia (Anthornis melanura), mas era consideravelmente maior.

Foi registrada pela primeira vez em 1906, já sendo uma ave rara.

As causas de sua extinção são a perda de habitat. Porém, previamente, sofreu um decréscimo populacional devido a introdução de doenças e outros distúrbios, causados pela introdução de ratos e gatos. A coleta de espécimes por colecionadores também contribuiu para sua extinção.

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02) ? (Gallicolumba norfolciensis):

gallicolumbanorfolciensisEsta espécie de pomba foi extinta por volta de 1800.

Vivia na Ilha Norfolk, pertencente à Austrália, no Oceano Pacífico.

Praticamente nada sobre seus hábitos é conhecido, supondo-se que habitava em áreas florestais.

Foi descrita pela primeira vez por volta de 1790.

As causas de sua extinção foram a caça e a introdução de gatos e ratos na ilha.

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03) Águia-de-Haast (Harpagornis moorei):

pouakai

A Águia-de-Haast, Te Hokioi em maori, foi extinta por volta do século XV.

Era endêmica da ilha sul da Nova Zelândia.

Era uma ave de rapina de hábitos diurnos. Tinham cerca de 3 metros de envergadura, sendo os machos menores que as fêmeas. O peso das fêmeas era de cerca de 10 a 14 kg, e dos machos era em torno de 10 kg. As grandes dimensões às quais atingia esta ave podem ser resultado de um habitat sem outros grandes predadores concorrentes e rico em presas de grande porte, como as Moas e Patos-de-Finsch, ambos extintos.

Para matar suas presas, faziam uso de seus bicos encurvados e fortes patas que terminavam em longas garras que provavelmente dificultavam a locomoção no solo. Mas estas garras eram perfeitas para dominar e matar as presas.

Além do fato de terem hábitos diurnos, pouco se sabe sobre seus hábitos, supondo-se que provavelmente vivessem em casais.

Foi registrada pela primeira vez pelo geólogo alemão Julius von Haast, do qual recebeu o nome, que encontrou vários esqueletos desta ave em 1872.

As causas da extinção estão relacionadas à chegada dos primeiros humanos na Nova Zelândia, por volta de 1000 anos atrás. Os maoris não caçavam as Águias, pelo contrário, veneravam-na, representando-a em pinturas rupestres. Mas caçaram diversas de suas presas até a extinção, contribuindo para a degradação de seu habitat, com a diminuição da oferta de alimento, levando-a à extinção.

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04) Akialoa-do-Havaí (Akialoa obscura ou Hemignathus obscurus):

hemignathusobscurusA Akiloa-do-Havaí foi uma ave extinta provavelmente pelos anos de 1940.

Era endêmica do Havaí, vivendo em zonas florestais.

Alimentava-se de insetos, como besouros ou lagartas. Também alimentava-se de néctar das flores de lobélias entre outras. Seu longo bico encaixava-se facilmente entre as pétalas das flores e é certo que foi um excelente polinizador.

Era a menor das quatro espécies de akialoas. Tinha plumagem amarelada, sendo verde azeitona nas asas.

As causas de sua extinção estão ligadas à perda de habitat e conseqüentemente, de alimento, levando a seu desaparecimento por volta dos anos de 1940. Na mesma época outras espécies de aves também desapareceram.

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05) Mamo-do-Havai (Drepanis pacifica):

mamodehavaiEsta ave foi extinta provavelmente em 1898.

Era endêmica do Havai.

Vivia em zonas montanhosas, alimentando-se de insetos e néctar. Sua plumagem era predominantemente negra, com manchas amarelas na parte inferior do corpo e nas costas.

Foi caçado em grandes números pelos nativos polinésios. Sua plumagem era usada em adornos de pessoas de alto nível social. Quando percebeu-se que os Mamos estavam desaparecendo, foi proibida a morte para retirada das penas, elas deveriam ser retiradas com o animal ainda vivo e depois este deveria ser solto. Mas a medida não evitou sua extinção.

As causas da extinção foram a perda de habitat, a introdução de ratos em seu habitat e a malária havaiana, associados à caça em grande escala que já havia diminuido consideravelmente sua população.

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06) Pardal-do-Norte (Chloridops kona):

chloridopskona

O Pardal-do-Norte, ou Kona, foi extinto provavelmente em princípios do século XX.

Era endêmico do Havaí.

Vivia em zonas florestais com altitudes entre 1400 a 1500 m.

Tinha uma plumagem de um pálido verde azeitona, medindo cerca de 15 cm. Não apresentavam diferenças físicas entre os sexos, sendo machos e fêmeas exatamente iguais. Tinha uma cabeça de grande tamanho e um enorme bico.

Alimentavam-se de frutos, usando seus bicos para rompar a casca dura que encobria as sementes. É provável que também se alimentasse de frutas moles e folhas, além de insetos. Era um pássaro lento, de hábitos solitários e muito silencioso.

A espécie já era rara quando foi registrada pela primeira vez em 1894.

As causas de sua extinção não são bem conhecidas.

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07) Pato-de-Crista-da-Coréia (Tadorna cristata):

tadornacristataO Pato-de-Crista-da-Coréia é uma ave que ainda não há concenso de está de fato extinta ou não. O último avistamento na natureza foi próximo a Vladivostok, na Rússia, em 1964.

Era endêmico da península da Coréia e extremo leste da Rússia e China. É possível que em tempos pré-históricos tivesse uma distribuição maior.

Acredita-se que viviam em zonas úmidas em habitats de diferentes altitudes e pronfundidades. Todos os indivíduos coletados foram recolhidos em zonas litorâneas, próximo a desembocaduras de rios. Mas há relatos de avistamentos em zonas úmidas do interior nordeste da China.

Fêmeas e machos tinham diferenças quanto à plumagem (dimorfismo sexual). Os machos tinham uma espécie de tufo de penas mais destacadas na cabeça preto-esverdeadas, zonas pretas ao redor dos olhos, e uma zona preto-esverdeada no peito. As fêmeas eram menos coloridas, com uma zona branca ao redor dos olhos e também tinham um tufo de penas na cabeça, menos colorido que nos machos. Não se sabe qual seria a coloração dos filhotes. Tinham em torno de 63 a 71 cm de comprimento.

Era uma ave de hábitos noturnos. Alimentava-se de plantas aquáticas, algas, moluscos e crustáceos. Supõe-se que em sua dieta também incluia-se pequenos animais e lixo. É provável que fizesse seus ninhos em ocos de árvores. Foram observados em bandos de 2 a 8 aves.

Foi registrado pela primeira vez em 1890, sendo considerado então um híbrido de outras duas espécies (Tadorna ferruginea e Anas falcata). Em 1917 foi descrito como uma espécie pelo ornitologista japonês Nagamichi Kuroda. A palavra cristata de seu nome científico deve-se ao tufo de penas que tinha na cabeça. Este pato foi caçado e exportado para o Japão entre 1716 e 1736 para utilização na avicultura. Até 1854 continuou sendo capturdo para este fim. Existem tapeçarias chinesas onde é retratado um pato muito semelhante ao Pato-de-Crista-da-Coréia.

Estudos recentes estimam que se há ainda Patos-de-Crista na Natureza a população não ultrapassa os 50 indivíduos.

As causas de sua extinção foi a caça excessiva devido a suas penas e perda de habitat.

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08) Periquito-de-Guadalupe (Aratinga labati):

conurus_labati1O Periquito-de-Guadalupe foi extinto provavelmente no século XVIII.

Vivia na Ilha de Guadalupe, no Caribe, Oceano Atlântico. Há relatos de que também teriam sido avistados na Martinica e Barbados.

Não existem quaisquer exemplares taxidermizados, ou desenhos dos periquitos feitos enquanto ainda viviam.

Foram descritos pela primeira vez em princípios do século XVIII. Não há concenso sobre se seria uma espécie ou uma sub-espécie do Periquito- Cubano (Aratinga euops).

Não se conhece as causas de sua extinção.


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09) Pica-Pau-Imperial (Campephilus imperialis):

picapauimperial

O Pica-Pau-Imperial encontra-se virtualmente extinto na Natureza, desde 2001. Não é avistado na Natureza desde 1956.

Vivia nos bosques temperados e frios do México, mas também já foi encontrado no sul dos E.U.A.. Estavam distribuidos pela Sierra Morena Ocidental, e existiam populações isoladas a oeste de Jalisco e Michoacán.

Viviam em altitudes e torno de 1900 a 3000 m. Acredita-se que nunca foi uma ave numerosa, sendo que sua população nunca teria ultrapassado os 8000 indivíduos. Eram territorialistas, exigindo uma área de 26 km2 por casal. Viviam em zonas abertas de pinhos em zonas de planalto para nidificar. Quando viviam em grupos, que não ultrapassavam os 7 ou 8 indivíduos, ocupavam uma área de 98 km2.

Quanto à plumagem, os machos diferenciavam-se das fêmeas pelo penacho vermelho além de um a mancha também vermelha no peito, enquanto as fêmeas tinham um penacho de cor branca. No mais tinham coloração igual, mancha branca na parte traseira das costas, com uma listra branca na lateral das asas, sendo o restante de cor negra. Tinham entre 51 e 56 cm de comprimento. Viviam cerca de 8 a 12 anos. Reproduziam-se uma vez ao ano, dando origem de 2 ou 3 filhotes.

Alimentavam-se de larvas de escaravelhos, insetos e vermes, que capturavam sob a casca das árvores e no solo depois das colheitas.

Os bosques que serviam de habitat para estes Pica-Paus foi grandemente destruído pela indústria madereira. 99,4 % da Sierra Madre Ocidental foi desmatada. Mas o desmatamento não foi a única ameaça ao Pica-Pau-Imperial. 30% de suas mortes teve como causa o vandalismo. Eram animais fáceis de visualizar devido ao tamanho e coloração. Era caçado, além de esporte, por razões ligadas à medicina natural. As cristas vermelhas junto a um pouco de azeite eram utilizadas como remédio para dor de ouvido. Também serviam como remédio para ataques de nervos. Acredita-se que também fossem caçados para a alimentação e que suas cabeças seriam utilizadas como amuletos.

Há relatos de avistamentos não confirmados, que acabaram por levar a buscas deste animal em seu habitat habitual. Porém não foi encontrado nenhum exemplar.

As causas de sua extinção foram a destruição de seu habitat e a caça.

Há cerca de 120 exemplares taxidermizados em museus pelo mundo todo, mas não há qualquer gravação sonora ou fotos de espécimes vivos.

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10) Poupa-Gigante (Upupa antaios):

upupaantaiosA Poupa-Gigante, ou Poupa-Gigante-de-Santa-Helena, foi provavelmente extinta em princípios do século XVI.

Vivia na Ilha Santa Helena, próximo ao continente africano, no Atlântico Sul.

Era a maior das poupas conhecidas, em comparação com seus parentes euroasiáticos e africanos. Como seus parentes, era provavelmente insentívora, sendo um predador natural de uma espécie nativa de lacraia (Labidura herculeana), que não é vista na Natureza desde 1967.

É conhecida apenas através de achados subfósseis. Um esqueleto incompleto foi encontrado pelo paleontologista Storrs Olson, em 1975. Acredita-se que foi rapidamente extinta após a ocupação da ilha pelos descobridores, em 1502, sendo esta época de princípios da ocupação humana da ilha considerada a de sua provável extinção.

As causas de sua extinção são desconhecidas, mas supõe-se que a introdução de gatos domésticos e a destruição de seu habitat tenham sido as prováveis causas.

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Para saber mais:

AnimalesExtincion.es

Bird Life International

IUCN (International Union for Conservation of Nature) – website.

IUCN – Red List

The Extinction Website

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3 opiniões sobre “10 Animais Extintos nos últimos 500 anos – Aves (02)

  1. Como éssa materia pode ficar tão oculta, e não é pela extinção mas sim porque devemos estar atentos informando, e registrando dodas as inormalidades que ocorrem, pois extinto até o ser Humano sera.
    Parabens por tudo isso.
    Moro em Juara – MT. (Bacia Amazonica)

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