10 Animais Extintos nos últimos 500 anos – Aves (01)


01) Arara-Vermelha-de-Cuba (Ara tricolor):

aratricolorA Arara-Vermelha-de-Cuba está extinta desde fins do século XIX.

Vivia na Ilha de Cuba.

Tinha cerca de 50 cm de comprimento, sendo um dos menores membros do gênero Aras. Tinha plumagem predominantemente vermelha, com tons amarelo e laranja na parte posterior da cabeça, e laranja na parte inferior do corpo. Tinha penas azuis nas asas e cauda. Machos e fêmeas tinham o mesmo aspecto.

Em princípios do século XIX ainda era uma ave comum em Cuba. Mas com o aumento da ocupação humana houve um desmatamento generalizado de seu habitat, levando a uma queda populacional. Também foi caçado para alimentação apesar da carne não ser de qualidade. Os ninhos também foram pilhados seja para o uso dos ovos na alimentação, seja para o aprisionamento de espécimes jovens para tê-los como animais de estimação. Em meados do século XIX só sobreviviam em áreas remotas.

As causas de sua extinção são a degradação de seu habitat devido ao desmatamento, e a caça excessiva.

Ao que parece o último espécime foi capturado em 1864, havendo relatos de que existiram alguns poucos espécimes até 1885.

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02) Avestruz-Árabe (Struthio camelus syriacus):

avestruzarabeO Avestruz-Árabe foi declarado extinto em 1966.

Vivia em planícies semi-desérticas e desertos do Oriente Médio, no Kuwait, Jordânia, Síria, Israel e sul da Península Arábica.

Era semelhante ao Avestruz-Norte-Africano (Struthio camelus camelus), mas tinha dimensões diferentes. Seu tamanho era em torno de 390 a 465 mm. Botavam de 12 a 15 ovos em ninhos pouco protegidos. Os ovos do Avestruz-Árabe tinham uma casca muito fina, o que facilitava a vida dos predadores na hora de quebrá-los.

Há milhares de aos já haviam registros da espécie, como em uma escultura retratando uma família de avestruzes, na Arábia Saudita, que data de cerca de 2000 a.C.. A espécie foi descrita já na Antigüidade, e em tratados de naturalistas árabes medievais. Era conhecida então como Ave Camelo. Era caçado apenas por nobres, por sua carne, couro e penas, que serviam de objeto de troca no comércio com a China.

No século XX tornou-se uma ave muito rara. Durante a Primeira Guerra Mundial, foram introduzidas armas e automóveis em seu habitat, levando a uma diminuição considerável da população, devido à caça excessiva. Na década de 1920 o Jardim Zoológico de Londres fez uma última tentativa de recuperar a espécie. Comprou um conjunto de ovos que foram posteriormente enviados a Londres, para uma tentativa de incubação artificial que não teve sucesso.

As causas da extinção da espécie foram a degradação de seu habitat e a caça excessiva.

O último Avestruz-Árabe pode ter sido morto em 1941, tornando-se depois a refeição do caçador. Mas em 1966 foi encontrada uma fêmea morta na Jordânia, ao que parece morta nas inundações do rio Jordão. Mas como o registro é baseado em informações sem provas materiais não é levado em consideração.

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03) Cotovia-da-Ilha-Stephen (Xenicus lyalli):

xenicuslyalliA Cotovia-da-Ilha-Stephen foi extinta em 1894.

Vivia apenas na Ilha Stephen, de 2,5 km2, no Estreito de Cook, que separa as duas ilhas da Nova Zelândia. A Ilha Stephen é o habitat mais reduzido conhecido de uma espécie de ave. Mas a princípio habitava toda a Nova Zelândia.

Era uma ave incapaz de voar, de pequeno porte, tendo cerca de 10 cm de comprimento. Sua plumagem era verde oliva com pontos amarelados pelo corpo, e riscas amareladas nas asas. A diferença entre fêmeas e machos era apenas na tonalidade da plumagem. Tinham um bico curto e altas patas.

Quase nada se sabe sobre seus hábitos.

Há cerca de 1000 anos, com a chegada dos Maori às ilhas da atual Nova Zelândia, houve uma modificação considerável no habitat das Cotovias, o que levou à extinção de várias espécies, inclusive delas . Nesta altura o que levou à extinção das Cotovias-da-Ilha-Stephen foi a introdução de um novo predador, o Kiore (uma espécie de rato), que dizimou sua população nas ilhas norte e sul, restando apenas a população da Ilha Stephen. Esta pequena população de Cotovias ficou desconhecida do mundo científico.

Em 1893 foi instalado um farol na Ilha Stephen, passando a ilha pela primeira vez a ter ocupação humana. Com o faroleiro chegou um gato doméstico chamado Tibbles. Tibbles foi matando todas as cotovias que encontrava, levando algumas para o dono, que vendeu 9 exemplares mortos a um ornitólogo. Este ornitólogo, o Barão Walter Rothschild foi quem os identificou registrando-os como uma espécie única. Mas, nesta altura, Tibbles já tinha levado as Cotovias-da-Ilha-Stephen à extinção.

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04) Huia (Heteralocha acutirostris):

huiaA Huia foi extinta no início do século XX.

Era uma ave endêmica ao sul da ilha Norte da Nova Zelândia. Mas há registros fósseis de que também viveram em zonas da ilha Sul.

Seu habitat eram áreas florestais nas montanhas, transferindo-se para zonas de menor altitude no inverno. Alimentavam-se de insetos, larvas e aranhas, que obtinham quebrando cascas de árvores ou buscando em esconderijos com seus longos bicos, assim como pequenas bagas.

Voavam distâcia curtas, passando a maior parte do tempo deslocando-se pelo solo da floresta. Tinham plumagem preta esverdeada, com manchas laterais amarelo-alaranjadas junto ao bico, e bicos diferenciados entre fêmeas e machos, sendo os dos machos bem mais longo e encurvado. Havia também diferença no tamanho, sendo os machos de cerca de 45 cm e as fêmeas de 48 cm de comrpimento. Eram monogâmicos, vivendo apenas com seus pares ou em pequenos grupos. Registros científicos e da tradição oral maori afirmam que com a morte de um dos membros do casal, o outro morria pouco tempo depois. Pouco se sabe sobre sua reprodução, supondo-se que era no verão que reproduziam-se em ninhos feitos no solo, com capim seco e folhas. ou em ocos de árvores. Botavam de 2 a 4 ovos

Era considerado um animal sagrado pelos Maoris, sendo sua pele e penas utilizados por pessoas de elevado status social justamente para demonstrar este status. Não tinham medo de humanos o que facilitava sua captura.

Foi descrito pela ciência a primeira vez em 1837. A princípio machos e fêmeas foram descritos como espécies diferentes, devido à grande diferença nos bicos de uns e outros. Com o aumento da ocupação humana da ilha, desmatamento para criação de áreas agrícolas, a ave começou a tornar-se rara. Em 1893 foi proibida a caça às Huias.

Sua extinção foi causada pela caça excessiva, na busca de sua plumagem pelos Maori ou por naturalistas que buscavam espécimes para coleções, pela degradação de seu habitat e introdução de predadores aos quais não estavam adaptadas.

O último registro visual na Natureza foi em 1907, quando um grupo de três aves foi avistado.

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05) Moa (Dinornis robustus e Dinornis novaezelandiae):

moa

As Moas foram extintas no século XVI.

Eram endêmicas da Nova Zelândia.

Existiram dez espécies diferentes. Tinham asas vestigiais, sendo incapazes de voar, eram herbívoras alimentando-se desde vegetação rasteira até folhas de árvores. Análises a restos fósseis destes animais mostraram que se alimentavam de galhos e folhas retirados de árvores e arbustos, assim como eram capazes de engolir pedras que permaneceram em suas moelas ajudando-os a triturar os alimentos. Supõe-se que eram dominantes em seu ecossistema, que compreendiam áreas de florestas e zonas arbustivas. As duas maiores espécies de Moas chegavam a ter 3,7 m de altura, com o pescoço na vertical, e pesavam em torno de 230 kg. Tinham um período de maturação lento, levando cerca de 10 anos para chegarem à idade adulta. Faziam seus ninhos em pequenas depressões escavadas em rochas moles.

O único predador das Moas era a Águia-de-Haast (também extinta), até a chegada dos humanos. Os Maori chegaram às ilhas que compõem a atual Nova Zelândia por volta de 1300, começando a caçá-las para alimentação. Supõe-se através de análises de carbono 14 que esta espécie sobreviveu até princípios do século XVI, à caça e depredação de seu habitat. Só foram registrados pela ciência no século XIX, quando foram encontrados os primeiros esqueletos na Ilha do Norte, em fins de 1830.

As Moas foram reconstituídas através de esqueletos incompletos de diferentes animais, e por esta razão não se sabe qual seria seu verdadeiro aspecto. Supõe-se, mais recentemente que andavam com os pescoços em uma posição horizontal, através de estudos feitos em sua coluna vertebral. Mas tradicionalmente são representadas com os pescoços na posição vertical.

As causas de sua extinção estão relacionadas à chegada de humanos em seu habitat e a caça excessiva, doenças trazidas por aves migratórias, e por uma erupção vulcânica que teria alterado seu habitat. Apesar de a grande maioria dos cientistas estar de acordo que os Moas estão extintos, alguns ainda acreditam ser possível que alguns espécimes tenham sobrevivido e estejam vivos em zonas remotas da Ilha Sul da Nova Zelândia.

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06) Papagaio-de-Bico-Largo (Lophopsittacus mauritianus):

lophopsittacusmauritianusO Papagaio-de-Bico-Largo foi extinto no século XVII.

Era nativo das ilhas Maurício.

Tinha uma cauda longa e asas atrofiadas que provavelmente lhe impediam de voar. Era azul acinzentado e tinha uma espécie de crista na cabeça. É bem provável que machos e fêmeas fossem distintos, visto que alguns ossos de outra ave muito semelhante, mas de tamanho menor foram encontradas. Sua característica principal era o bico, mais largo que em qualquer outro psitacídeo conhecido. Alimentava-se de frutos e sementes. Supõe-se inclusive que possa ter sido ele o responsável pela propagação das Árvores-dodô e não o Dodô.

Este papagaio só foi conhecido através de relatos e desenhos dos primeiros exploradores que chegaram nas ilhas Maurício, e através de ossos encontrados mais recentemente.

A extinção deve-se à ocupação humana das ilhas onde habitava e introdução de novos predadores (cães, ratos e porcos). Assim como o Dodô fazia, provavelmente, seus ninhos no solo, o que facilitava a captura dos ovos pelos predadores, além do próprio papagaio por não voar.

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07) Pato-Poc (Podilymbus gigas):

podilymbusgigasO Pato-Poc, ou Maca de Atitlán foi considerado extinto em 2004.

Era endêmica do lago Atitlán, na Guatemala, a uma altitude de 1700 m.

Tinha cerca de 50 cm, não voava, tendo asas relativamente pequenas em relação ao tamanho de seu corpo. A plumagem era de cor marrom escura, com zonas esbranquiçadas nas laterais. Na parte inferior era cinza escuro com manchas brancas. A cor das penas do pescoço variava ao longo do ano, sendo marrom escuro na primavera e branco no inverno. Além disso, no seu bico, tinha uma risca negra vertical. Botava de 4 a 5 ovos brancos. Tanto o pai quanto a mãe cuidavan dos filhotes. Alimentava-se principalmente de caranguejos.

Teve seus hábitos estudados nos anos 60, quando já era uma ave rara.

Sua extinção deve-se à degradação de seu habitat, introdução de peixes que tornaram-se seus competidores no alimento, aumento do turismo, pesca e aumento do tráfico marítimo no lago Atitlán, e a diminuição do nível do lago após um terremoto.

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08) Pombo-Azul (Alectroenas nitidissima):

alectroenasnitidissimaO pombo-azul foi extinto em 1826.

Vivia nas Ilhas Maurício e Mascarenhas.

Não existem dados muito confiáveis de como foram seus hábitos. Há relatos de que se alimentavam de mexilhões de rio, mas também de frutos, sendo provavelmente os últimos a base de sua dieta. Recentes pesquisas, indicam que habitava floresta densa, pois são raros os ossos encontrados na costa, que é juntamente com as cavernas a zona mais pesquisada das ilhas.

Os primeiros ossos deste pombo só foram encontrados em uma expedição científica em 2006. Só existem três espécimes conservados em museus, além de algumas pinturas, e dois esboços feitos de aves mortas, por um marinheiro holandês de cerca de 1603.

Em 1651 foi feita uma breve referência ao pombo. Já em 1755 Cossigny fez uma descrição detalhada sobre a ave, acrescentando que já estava tornando-se rara desde 1730. Em 1801 foram encontrados alguns poucos em uma área de floresta.

A caça contribuiu para o declínio populacional, assim como o desmatamento de seu habitat. Novos predadores e concorrentes na alimentação também ajudaram na sua extinção.

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09) Pombo-Passageiro (Ectopistes migratorius):

ectopistesmigratoriusO Pombo-Passageiro foi extinto em 1900, quando o último espécime na Natureza foi morto. O último espécime em cativeiro, Marta, morreu em 1914.

Como ave migratória seu habitat variava durante o ano, passando o verão espalhado pela América do Norte, a leste das Montanhas Rochosas. No inverno dirigiram-se para o sul dos E.U.A..

É provável que tenha sido a ave mais abundante no planeta, chegando a existir mais de 5 bilhões de indivíduos nos E.UA.. Viviam em enormes bandos. O maior registrado chegou a ter um número aproximado de 2 bilhões de aves.

Em meados do século XIX já tinham sofrido um considerável decréscimo populacional. Em um único dia de caçada foram abatidos 250 mil espécimes do último bando conhecido, em 1896. Como puham apenas um ovo, uma recuperação da espécie levaria muito tempo, o que não tiveram.

As causas de sua extinção estão relacionadas à caça excessiva para alimentação humana e animal.

O último espécime caçado foi morto em 1900. O último pombo em cativeiro, Martha morrreu em 1914. Marta viveu no Zoológico de Cincinnati. Foi encaminhada para o Instituto Smithsoniano, taxidermizado e encontra-se em exibição pública.

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10) Solitário-de-Rodrigues (Pezophaps solitaria):

pezophapssolitariaO Solitário-de-Rodrigues foi extinto em 1760.

Era endêmico da ilha Rodrigues, nas Ilhas Maurício, no Oceano Índico.

O Solitário era incapaz de voar, pertencente à família dos pombos, e parente distante do dodô. Era uma ave territorial mas de hábitos solitários, o que valeu o nome de Solitário.

Foi registrado pela primeira vez por François Leguat que fez uma descrição detalhada da aparência e hábitos da ave, quando da colonização da ilha pelos franceses por volta de 1691.

Não há nenhum espécime conservado, e os ossos coletados não compõem um animal inteiro.

Foi caçado para alimentação humana, sendo a carne muito apreciada, principalmente dos filhotes. Com a introdução de predadores para os quais não estavam adaptados, começaram a escassear, a ponto de em 1755 não se observar mais nenhum espécime vivo na Natureza.

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Para saber mais:

AnimalesExtincion.es

Bird Life International

IUCN (International Union for Conservation of Nature) – website.

IUCN – Red List

The Extinction Website

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7 opiniões sobre “10 Animais Extintos nos últimos 500 anos – Aves (01)

  1. homens,enquanto não veen o fim não param ia ser muito legal poder ver pelo menos 7 aves dessas!e mais o dodô!que saco!, ninguém valoriza enquantos as espécies estao entre nós!

  2. ´como seria lindo se o ser humano respeitasse toda obra de deus, para que todos pudessem ver e conviver com ela.mas a ganáncia leva tudo para destruição final.

  3. O site é tão copiado da wikipedia, que voce percebe que eles nem leram sobre os passaros, pois em 2 desses animais citam a ave Dodô, tambem extinta, mas não foi colocada no texto.

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