10 Animais Extintos nos últimos 130 anos – Marsupiais


01) ? (Potorous platyops):

potorooO Potorous platyops foi provavelmente extinto em 1875, quando o último espécime conhecido foi capturado.

Registros subfósseis destes animais, indicam que viviam em uma vasta área, desde as regiões costeiras da Austrália do Sul até a Austrália Ocidental.

Nada se sabe sobre seus hábitos.

Foi registrado a primeira vez em 1839, sendo que já então era um animal raro.

___________________________________________________________________________________________

02) Bandicoot-de-Orelhas-de-Coelho (Macrotis leucura):

orelhacoelho

O Bandicoot-de-Orelhas-de-Coelho ou Bilby-Pequeno foi considerado extinto na década de 1950. Os últimos exemplares conhecidos da espécie foram capturados em 1932.

Vivia em zonas desérticas da Austrália Central, Austrália do Sul e Território do Norte.

Tinha orelhas grandes e longas, pelagem marrom clara no dorso que descoloria-se em direção ao vente tornando-se cinza, e um rabo com pelagem mais espessa e coloração branca.

Era um carnívoro que alimentava-se de roedores, de hábitos noturnos. Fazia tocas de 2 a 3 metros de profundidade, cobrindo a entrada com areia fofa que escavava durante o dia. Dava cria 4 vezes ao ano sempre a dois filhotes.

As causas de sua extinção foram a caça por sua pele, a depredação de seu habitat e animais introduzidos pelo homem (raposas e coelhos).

Foi registrado a primeira vez em 1887. Em 1967 foi encontrado um crânio de um Bandicoot no ninho de uma águia. Estimou-se que os ossos pertenciam a um espécime de uns 15 anos de idade.

___________________________________________________________________________________________

03) Bandicoot-do-Deserto (Perameles eremiana):

bandicootdeserto

O Bandicoot-do-Deserto foi extinto provavelmente entre os anos de 1940 e 1960.

Vivia nas áreas desérticas da Austrália Central. Por relatos dos nativos, acredita-se que tenha sido comum no noroeste da Austrália do Sul e no sudoeste do Território do Norte, assim como na parte central da Austrália Ocidental, ao menos até os anos de 1930.

Tinha um tamanho entre 1,80 a 2,85 cm, com uma cauda com cerca de 1,00 cm, com longas e pontiagudas orelhas. As solas das patas traseiras tinham pelos. Era de cor alaranjada com faixas mais escuras nas costas. Não se conhece seus hábitos alimentares, mas supõe-se que alimentava-se de insetos, formigas, besouros e larvas.

Não se sabe ao certo o que causou seu desaparecimento, mas acredita-se estar relacionado com mudanças ambientais, o aumento das queimadas e a introdução de predador ao qual não estava adaptada (raposa vermelha).

Foi registrado pela primeira vez em 1897. O último espécime capturado foi em 1943 na Austrália Ocidental. Provavelmente desapareceu entre os anos de 1940 e 1960.

____________________________________________________________________________________________

04) Bandicoot-Pés-de-Porco (Chaeropus ecaudatus):

bandicoot

O Bandicoot-Pés-de-Porco foi extinto provavelmente por volta dos anos 20 do século XX. O último espécime capturado foi em 1907, próximo ao Lago Eire, no sul da Austrália.

Vivia nas regiões áridas da Austrália Central. Praticamente nada sabe-se sobre como vivia, reproduzia-se ou o que comia.

____________________________________________________________________________________________

05) * Canguru-de-Rabo-Pelado-Ocidental (Onychogalea lunata):

cangururabopelado

O Canguru-de-Rabo-Pelado-Ocidental é considerado extinto desde 1986. O último avistamento de um espécime na Natureza foi em princípios dos anos 50.

Na verdade este animal é um Wallaby, animais semelhantes aos cangurus mas de tamanho inferior. Wallaby era o nome dado pelos nativos Eora, habitantes anteriores aos europeus da região onde hoje fica Sydney.

Eram endêmicos do Oeste e Centro da Austrália.

Tinham pelagem cinza claro na barriga, com uma espécie de meia lua branca em volta das patas superiores, o restante do pelo era predominantemente marrom, com faixas alaranjadas separando a zona marrom da cinza.

Viviam de forma solitária, em áreas pedregosas, bosques abertos ou áreas arbustivas. Abrigavam-se entre as árvores nos momentos mais quentes do dia, sendo mais ativos ao final da tarde. Da ponta do nariz ao final da cauda tinham entre 45 e 60 cm, seu peso não ultrapassava os 3,5 kg. Eram herbívoros, com uma dieta rica em fibras. Os filhotes levavam muito tempo dependentes das mães, o que levava a uma demora de se atingir a maturidade e conseqüentemente a reprodução era mais lenta.

Com a chegada dos europeus começaram a ser caçados em excesso. Eram caçados com o auxílio de cães, que os obrigava a ir para espaços abertos, sendo assim facilmente capturados. Acabaram por refugiar-se em zonas mais áridas do que as que habitavam antes da chegada dos europeus, rumando para o sul e oeste da Austrália, e partes de Nova Gales do Sul. A introdução de espécies como as raposas e gatos também ajudaram na diminuição da população deste wallaby, pois eram caçados por estes. A degradação do habitat, com a expansão de zonas de pasto, queimadas e os coelhos introduzidos foram outros fatores que ajudaram a extinguir esta espécie.

Eram comuns até princípios do século XX, mas em 1908 já eram raros. O último espécime capturado vivo, caiu em uma armadilha de dingo por volta de 1928. Foi levado ao Zoológico Taronga, em Sydney.

Há notícias nos anos 60 de um avistamento de um espécime na natureza, mas não foi comprovado.

Desconhece-se a existência de fotos ou vídeos desta espécie.

___________________________________________________________________________________________

06) * Lebre-Centro-Australiana (Lagorchestes asomatus):

noimage

A Lebre-Centro-Australiana foi provavelmente extinta na década de 1960. Só é conhecida através de um crânio coletado em 1932, no lago Mackay na Austrália Ocidental. Nunca mais foi registrada, mas relatos orais de moradores locais afirmam que possa ter sobrevivido até princípios dos anos de 1960.

Vivia, segundo relatos de idosos dos povos aborígenes, nas partes central, ocidental e desertos com dunas, no Território Norte e desertos do oeste australiano.

Tinha o tamanho aproximado de um coelho, com pele cinzenta, patas peludas e cauda curta. Seus hábitos são conhecidos por informações também fornecidas por pessoas idosas, e por vezes a realidade mistura-se com a lenda. Abrigavam-se em depressões onde escavavam ninhos pouco profundos.

A provável extinção da espécie se deve à introdução de novos predadores (gatos e raposas) em seu habitat, assim como a degradação do habitat devido à introdução de novas espécies herbívoras concorrentes no alimento, e a mudança nos regimes das queimadas.

___________________________________________________________________________________________

07) * Lebre-do-Leste-Australiana (Lagorchestes leporides):

cangurulebre

A Lebre-do-Leste-Australiana foi extinta em 1889, quando o último exemplar conhecido, uma fêmea, foi capturado.

Vivia nas planícies do sudeste da Austrália.

Tinha hábitos semelhantes aos de uma lebre. Era fácil de ser avistada durante o dia, abrigada em arbustos. Com a aproximação de humanos ou outros animais fugia em alta velocidade. Há relatos de um espécime que foi perseguido por cães por cerca de 500 m e saltou por cima de uma pessoa adulta em pé, ou seja, deu um salto de cerca de 1,80 m de altura.

Era um animal muito comum, mas acredita-se que seu alimento passou a ser concorrido por espécies introduzidas (ovelhas por exemplo), levando a uma diminuição da oferta. As queimadas e os gatos domésticos parecem ter contribuido também para seu desaparecimento.

____________________________________________________________________________________________

08) Rato-Canguru-do-Deserto (Caloprymnus campestris):

ratocanguru

O Rato-Canguru-do-Deserto foi avistado pela última vez em 1935.

Foi registrado pela primeira vez por volta de 1840, e só foi visto novamente quase 90 anos depois.

Vivia nas zonas mais quentes e secas, nos ambientes desérticos da Austrália Central. Abrigava-se em tocas rasas durante o dia, saindo para alimentar-se pela noite. Vivia de forma solitária, e necessitava de pouca água, que conseguia através das plantas suculentas. Era muito veloz. Segundo relatos, diz-se que no último avistamento foi perseguido por homens montados a cavalo, tendo estes desistido depois dos cavalos se cansarem.

____________________________________________________________________________________________

09) Tilacino (Thylacinus cynocephalus):

tilacino

O Tilacino, também conhecido como Lobo-da-Tasmânia ou Tigre-da-Tasmânia, foi extinto em 1936, quando o último espécime que vivia em cativeiro morreu, no Zoológico de Hobart, Austrália.

Apesar de também ser conhecido como Tigre ou Lobo-da-Tasmânia, não tem qualquer parentesco com estes animais. Tinha, no entanto, um aspecto físico semelhante aos lobos e hábitos comuns a lobos e tigres, o que lhe valeu estes dois nomes comuns. Seu parente mais próximo é o Diabo-da-Tasmânia.

Foi o maior marsupial carnívoro conhecido dos tempos modernos. Estava no topo da cadeia alimentar em seu habitat. É um dos dois únicos marsupiais com marsúpio em ambos os sexos. O macho tinha uma bolsa que protegia seus órgãos externos quando circulava por mata fechada.

Vivia na Austrália e Nova Guiné. Com a chegada do homem à Austrália há milhares de anos, foi extinto da Austrália Continental e da Nova Guiné, sobrevivendo apenas na ilha da Tasmânia. Com a chegada dos europeus, sua população que já se encontrava restrita a esta ilha, ao sul da Austrália, começou a diminuir. Eram caçados por serem considerados uma ameaça aos rebanhos, sendo sua caça incentivada com recompensas.

Sua extinção na natureza deveu-se a diversos fatores como a caça intensiva, possíveis doenças, a introdução de cães e do dingo, e a destruição de seu habitat devido à expansão do habitat humano.

O último registro visual na Natureza confirmado é de 1932. Mas até os dias de hoje existem relatos de avistamentos, mas não foram confirmados.

__________________________________________________________________________

10) * Toolache-Wallaby ( Macropus greyi):

cangurucinza O Toolache-Wallaby foi extinto em 1939, quando morreu o último espécime em cativeiro. Este espécime foi capturado ainda filhote, dentro do marsúpio de sua mãe que foi abatida 12 anos antes. Na Natureza foram capturados os últimos espécimes em 1924. Era considerado o mais elegante, gracioso e rápido dos cangurus.

Este pequeno canguru, ou wallaby, vivia no sudoeste e sul da Austrália Ocidental.

Vivia em grupos com um território determinado. Tinha pelagem fina acinzentada, com manchas mais castanhas no dorso, de pelo mais espesso. Nas extremidades das patas e parte superior do focinho tinha uma pelagem de cor negra.

Era um animal comum até 1910, mas apenas 10 anos depois tornaram-se muito raros. Sua extinção na natureza deve-se à caça intensiva (por sua pele e por esporte), às raposas introduzidas pelo homem e perda de habitat devido à expansão de zonas de pasto.

O professor Wood Jones e uma equipe tentaram capturar wallabys com a intenção de transferi-los para um santuário em Kangaroo Island. Não obtveram sucesso, pois todos os espécimes capturados morreram de choque ou exaustão durante o transporte.

Há notícias não confirmadas da captura de um wallaby desta espécie em 1943.

___________________________________________________________________________________________

* – Desconhecemos se os nomes dos animais assinalados com o * são de fato os apresentados. Muitas informações para a montagem deste post foram obtidas em páginas em inglês e espanhol, sendo estes nomes meras traduções aproximadas dos encontrados nestes idiomas. Buscamos mas, não encontramos os nomes em língua portuguesa.

___________________________________________________________________________________________

Mais informações sobre animais extintos ou em extinção veja:

AnimalesExtincion.es

IUCN (International Union for Conservation of Nature) – website.

IUCN – Red List

The Extinction Website

Pets & Cia. – Tigre da Tasmânia

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s