10 Animais Extintos nos últimos 300 anos – Aves


01) ? (Gallirallus dieffenbachii):

dieffenbachi

Esta espécie de ave foi extinta por volta de 1870.

Habitava as ilhas Chatham, Pitt e a Nova Zelândia.

Esta ave já era escassa quando foi registrada pela primeira vez em 1840. Nada se sabe sobre seus hábitos, mas supõe-se que tenha habitado florestas e encostas.

Sua extinção foi resultado, provavelmente, da introdução de predadores para os quais não estavam adaptadas (ratos, cães e gatos), além de perda de seu habitat natural.

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02) Arau-Gigante (Pinguinus impennis):

araugiga

Esta ave foi extinta por volta de 1852 devido à caça excessiva.

Apesar da semelhança física com os pingüins não são parentes, não pertencendo à mesma família. Porém, quando os exploradores chegaram ao hemisfério sul e viram a semelhança física e de hábitos dos pingüins com o arau-gigante, deram aos pingüins o mesmo nome do animal que já conheciam (que vem do galês pen gwyn, cabeça branca).

O Arau-Gigante habitava as ilhas do Atlântico Norte (Groenlândia, Islândia, Irlanda e Grã-Bretanha) e costas do Canadá e Noruega. Era incapaz de voar e tinha um grande defeito, não tinha medo do homem, o que o tornava uma presa fácil.

A extinção do arau-gigante é obra exclusiva da intervenção humana. Sua caça era praticada desde tempos pré-históricos. Era excelente fonte de carne, além de fornecer ovos e plumas. Com a exploração do Atlântico Norte, todo seu habitat passou a ser zona de caça, levando a um decréscimo considerável da população de araus-gigantes. Já no século XVIII era uma espécie ameaçada de extinção. Os princípios do Naturalismo não ajudaram em nada esta ave, pois na época a mentalidade não era conservacionista. Uma espécie ameaçada de extinção não passava a ser uma espécie protegida, ao contrário, sua caça para fins de coleção acentuou-se, acelerando a extinção da espécie.

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03) Carcará-de-Guadalupe (Polyborus lutosus):

carcaraguadalupe

A Caracara-de-Guadalupe ou Carcará-de-Guadalupe era uma ave de rapina, que foi extinta por volta de 1900.

Vivia na ilha de Guadalupe, a 241 km da costa oeste do México.

Tinha cerca de 60 cm de comprimento, uma plumagem marrom escura na parte superior da cabeça e inferior das asas, e todo o resto do corpo era uma mistura de branco e marrom. As patas e face eram amareladas.

Alimentavam-se de invertebrados, crustáceos, pequenos mamíferos e cadáveres. Construíam ninhos em lugares de difícil acesso.

Sua descrição científica foi feita em 1876, quando da chegada de colonos à ilha de Guadalupe. Foram perseguidas pelos colonos sendo mortas às centenas, pois atacavam os filhotes de ovelhas que foram introduzidos na ilha. Para piorar mais a situação destas aves, elas não temiam o homem, facilitando a caça das mesmas. Em 1885 já eram aves muito raras na pequena ilha de Guadalupe de cerca de 30 km de comprimento.

Em fins do século XIX a ilha de Guadalupe foi abandonada pelos colonos, o que poderia significar uma recuperação da espécie. No entanto, o ornitólogo Rollo Beck, ao visitar a ilha em busca destas aves, deparou-se com um bando de 11 espécimes que julgou ser de uma outra espécie. Abateu 9 delas para estudo. Acabou por levá-las a extinção, pois eram todas Carcarás-de-Guadalupe.

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04) Cormorão-de-Lunetas (Phalacrocorax perspicillatus):

cormoraolunetas

O Cormorão-de-Lunetas ou Cormorão-de-Óculos extinguiu-se em 1850.

Vivia nas ilhas do estreito de Bering no Pacífico Norte.

Tinha em torno de 1 m de comprimento. Sua plumagem era verde escura, com manchas brancas próximo às patas. No pescoço e cabeça dos machos tinham penas branco-amareladas mais finas que sobressaiam do restante da plumagem. Em volta dos olhos os machos não tinham plumagem alguma, dando a impressão de estarem “equipados” com lunetas.

As asas eram pequenas em relação ao corpo, razão pela qual esta ave raramente voava. Ficavam a maior parte do tempo dentro da água, próximos ou nas ilhas onde descansavam e reproduziam-se.

Com o avanço da caça à baleia nas regiões árticas, acabaram por ser uma fonte de alimento dos pescadores, tornando-se uma iguaria. Com um habitat reduzido, uma incapacidade natural para vôos longos, a falta de agilidade em terra, acabou por ser extinto.

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05) Dodô (Raphus cucullatus):

dodo

Esta ave foi extinta em 1681, quando o último espécime foi caçado.

Vivia na costa leste da África, nas ilhas Maurício, Reunião e Rodrigues, no Oceano Índico. Existiam 9 subespécies diferentes, sendo que todas foram extintas. Pesavam entre 13 e 25 kg. A base de sua dieta eram frutas. O Dodô era uma ave incapaz de voar, e supõe-se que suas asas atrofiaram-se por falta de predadores naturais. Segundo estudos recentes, os dodôs descendem de uma espécie de pombo migrador, que instalou-se nas ilhas, evoluindo para uma ave de maior porte e incapaz de voar.

Por volta de 1600 os portugueses chegaram a seu habitat. Deram à ave o nome de “doudos” – que com o tempo originou o termo Dodó, em português europeu -, por acharem-nas um tanto estúpidas, devido ao aspecto desajeitado das mesmas e pela facilidade em caçá-las, pois elas não temiam os humanos. Com a chegada dos colonizadores, foram introduzidas novas espécies (porcos, ratos e macacos) em seu habitat, levando à destruição do bosque onde viviam e propagação de doenças. Crê-se que a destruição de seus ninhos pelas espécies introduzidas teve um efeito mais devastador do que a própria caça. A facilidade em caçá-los e seu tamanho tornaram-nos uma fonte de alimento excelente. Em cerca de 80 anos de contato com os colonizadores, as aves extinguiram-se.

Há pouco tempo foi descoberto pelos cientistas que uma espécie de árvore das Ilhas Maurício estava extinguindo-se. Só restavam 13 em toda a ilha e todas tinham mais de 300 anos. Nasceram antes da extinção dos dodôs. Estas aves ingeriam as sementes das árvores, e só depois destas sementes passarem pelo aparelho digestivo dos dodôs é que ficavam ativas, para enfim começarem a germinar e originarem outra árvore. Para evitar a extinção das árvores buscaram uma solução com a própria mãe-natureza: as sementes ingeridas por perus ficavam ativas da mesma maneira que com os dodôs. Graças a esta descoberta as árvores foram salvas da extinção e ganharam o nome de Árvore-dodô (Sideroxylon grandiflorum).

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06) Koreke ou Codorna-da-Nova-Zelândia (Coturnix novaezelandiae):

koreke

Esta espécie extinguiu-se por volta de 1867, quando os últimos exemplares foram caçados.

Foram necessários apenas 40 anos de contato com os europeus e seu modo de vida para serem extintas.

Esta codorna era uma espécie endêmica da Nova Zelândia.

Eram pequenas com penas marrons e tons de amarelo e vermelho, sendo as fêmeas um pouco menores que os machos. Não se sabe praticamente nada sobre os hábitos destes pássaros.

Sua extinção deve-se à caça por sua bela plumagem e à introdução de predadores, para os quais não estavam adaptadas (ratos, porcos, etc.).

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07) Pato-de-Cabeça-Rosa (Rhodonessa caryophyllacea):

patocabecarosa

Esta espécie de pato extinguiu-se em 1936, quando o último exemplar que vivia em cativeiro morreu.

Vivia nas margens alagadas dos rios Ganges e Brahmaputra na Índia e Bangladesh. Como diz o nome do pato, tinha a cabeça rosa, e parte do pescoço. O restante de sua plumagem era cor de chocolate, com a ponta das asas branco amareladas. Alimentava-se de moluscos e pequenos crustáceos, além de vegetação aquática.

Os patos-de-cabeça-rosa começaram a sofrer um declínio populacional em fins do século XIX, devido à intervenção humana. Eram caçados por sua plumagem exótica. Outra razão para a diminuição de sua população foi o aumento da ocupação humana em seus habitats. Os últimos registros visuais são de 1925 na Natureza. Porém ainda nos anos 20 foram caçados 3 casais que, levados para o Reino Unido, viveram em cativeiro sem reproduzir-se, até que em 1936 morreu o último exemplar.

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08) Pato-do-Labrador (Camptorhynchus labradorius):

patolabrador

Este pato foi extinto em 1875, quando o último exemplar conhecido foi caçado em Long Island, Nova Iorque. Ainda assim há notícia de um espécime ter sido caçado em 1878 em Elmira, também Nova Iorque, virando o jantar da família de um jovem que saiu à caça. Como não há restos físicos deste espécime, não há certeza se era um pato desta espécie.

Vivia na costa leste da porção norte da América (América do Norte). Tinha plumagem branca e preta, com uma coleira também preta ao redor do pescoço.

Foi caçado devido à carne saborosa e aos ovos. As causas de sua extinção foram a caça pelos motivos já citados, a diminuição da oferta de um molusco do qual se alimentavam e a degradação de seu habitat.

O exemplar caçado em 1875 está conservado no Museu Nacional de Washington, E.U.A..

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09) Periquito-da-Carolina (Conuropsis carolinensis):

periquitocarolina

Esta ave foi extinta em 1918, quando morreu o último exemplar em cativeiro.

Vivia no leste dos E.U.A., desde o Golfo do México aos Grandes Lagos. Era o único periquito endêmico do norte do continente americano (América do Norte). Viviam em bandos grandes de centenas de indivíduos. Por relatos sabe-se que construíam ninhos em troncos de árvore ocos, como acontece com outras espécies de periquitos.

Era uma ave de plumagem predominantemente verde, com zonas amarelas na cabeça, pescoço, coxas e uma faixa nas asas. Os contornos dos olhos e bico eram laranja vivo. Tinham cerca de 20 cm de comprimento, mais 15 cm de cauda. As fêmeas eram menores. A alimentação era a base de sementes.

A chegada dos colonos europeus no século XVII, a princípio, favoreceu os periquitos-da-Carolina. Com a derrubada de florestas e drenagem de terrenos para o plantio, aumentou a oferta de comida para os periquitos. Porém, aquilo que servia de alimento aos periquitos eram justamente as sementeiras que seriam o sustento dos colonos, levando a uma perseguição implacável destas aves. Eram vistos como uma praga e mortos às centenas, até tornarem-se animais raros. Os últimos que viviam na Natureza foram mortos em 1904. Como a reprodução de periquitos em cativeiro normalmente não é bem sucedida (até os dias de hoje), no caso dos periquitos-da-Carolina também não foi possível a reprodução das poucas centenas de espécimes que viviam em cativeiro. Assim, quando o macho chamado Incas, último espécime vivo, morreu em 1918, a espécie foi extinta.

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10) Periquito-das-Seychelles (Psittacula wardi):

periquitoseychelles

Esta espécie foi considerada extinta em 1906.

Os adultos tinham uma plumagem verde, com manchas vermelhas nas asas, e uma coleira azulada no pescoço.

Era uma ave endêmica das ilhas Seychelles no Oceano Índico, também sendo avistadas nas ilhas Mahé, Silhouette e Praslin. Em 1867 já era considerado raro. Os últimos espécimes foram capturados em 1883.

Extinguiu-se provavelmente na década de 1880, devido à perseguição dos produtores de coco das ilhas.

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Mais informações sobre animais extintos ou em extinção veja:

AnimalesExtincion.es

IUCN (International Union for Conservation of Nature) – website.

IUCN – Red List

Jalame

Saúde Animal

The Extinction Website

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